quinta-feira, 30 de outubro de 2008

"Life As a Sinner" - Grenade - 2008

Rodrigo Guedes parece ser o tipo de cara que não desiste nunca. Enquanto o rock brasileiro passava por maus momentos nos anos 90, ele tocava o Killing Chainsaw, banda cultuada até hoje no cenário independente. Quando a banda acabou, montou o Grenade e manteve a excelência no disco de estréia homônimo de 2004. Rodrigo Guedes é um daqueles caras que tocam seus projetos cantando em inglês e fazem bonito.
O Grenade que atualmente está se preparando para um novo disco (sem data confirmada), colocou de maneira gratuita na web esse ano, “Life As a Sinner”, o sucessor do primeiro trabalho que foi gravado em 2005 e deveria ter dado luz em 2006, mas por problemas diversos, só chega agora aos nossos ouvidos. “Life As a Sinner”, abraça de vez o rock americano de maneira geral, esquece um pouco os improvisos e enche o ar de guitarras e boas melodias.
Tudo passa para cima e envolvente, com influências do rock americano safra 80, com toques dos anos 90. Pode escolher entre faixas como “You Know”, “The Laws”, “Something Is Gonna Change Now”, “Babe You Have No Faith On Me”, “Something Between Me And You Will Break” ou “Secretly” que tudo desce redondo, redondo, sem qualquer efeito colateral.
Rodrigo e seus comparsas, Paulo Gutierrez (baixo), Vitor Gorni (bateria) e nesse disco ainda o Eric (guitarra), promovem um rock competentíssimo, sem data de validade para consumo. Longa vida ao Grenade!
Site Oficial: http://www.grenade.com.br
Blog: http://www.grenadeband.blogspot.com
Para baixar “Life As a Sinner”, disponibilizado pela banda, passe aqui.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

"Soul" - Seal - 2008

Ficar marcado para o resto da vida por causa de uma só coisa deve ser frustrante. Isso no mundo da música é bem pior. Vários artistas ou bandas serão sempre lembrados apenas por uma música, limitando suas carreiras a isso. Algumas vezes isso pode ser justo, mas em outras é completamente injusto. O cantor inglês Seal, cabe muito bem nesse segundo grupo.
Muitos lembram dele apenas como o cantor dos sucessos “Kiss From A Rose” e “Crazy”, como se sua carreira fosse somente isso. Desde 1991 lançando discos, o cantor sempre fez uma mistura bem azeitada de dance music com o soul. Apesar de alguns deslizes durante os anos, resultando em discos bem mais ou menos, o saldo de sua vida artística pode ser considerado bom.
Após lançar o apenas mediano “System” no ano passado, o cantor volta em 2008, com o álbum “Soul”, em que revisita onze grandes canções do genêro, passando por nomes como Sam Cooke, James Brown, Otis Redding e Al Green. Sobre o trabalho o músico falou: “esse é um disco atemporal e que agrega muito do que sempre ouvi. Era inevitável gravar algo disso”.
Em “Soul”, Seal dá um verdadeiro show, canta com paixão um repertório muito bem escolhido variando entre estandartes e canções menos conhecidas, destilando todo o seu talento vocal. O libelo sessentista “A Change Is Gonna Come” de Sam Cooke abre os trabalhos em arranjos inspirados, para ser seguido por uma bela sequência de canções que merecem ser escutadas diariamente.
Destaques maiores para as versões de “I've Been Loving You Too Long” de Otis Reding, a ensolarada “It´s Alright” dos Impressions, a balada “If You Don't Know Me By Now” (já gravada pelo Simply Red) do Harold Melvin and the Blue Notes, aqui em versão inspiradíssima e uma bonita e emocionante releitura do clássico “Stand By Me” de Ben E. King, imortalizada por John Lennon.
Vale bem a pena.
Site Oficial: http://www.seal.com

domingo, 26 de outubro de 2008

"Bella" - 2006

O que fazer quando sua vida desanda? Seja por um pequeno detalhe, um capricho do destino ou por culpa de decisões que você tenha tomado. O que fazer para seguir em frente? Como consertar um pedaço de tudo? Essas perguntas são apresentadas durante a vida em menores ou maiores escalas, dentro de pequenos frascos ou em embalagens de 2 litros, mas sempre se fazem presentes e como respondemos a elas, podem definir uma parte do futuro.
Em “Bella”, filme do diretor Alejandro Gomez Monteverde, essas perguntas se fazem presentes a todo momento. Originalmente produzido em 2006, somente este ano desembarcou no país, sina de grande parte dos filmes independentes produzidos mundo afora. “Bella” carrega em seus personagens o sentimento de perda, de incapacidade de reagir e de tristeza, que precisam ser suprimidos em busca de redenção ou de uma nova vida.
No longa, somos apresentados a José (Eduardo Verástegui) um jogador de futebol que acaba de acertar sua transferência para um grande clube da europa, quando um acidente muda toda sua vida. Nina (Tammy Blanchard) é uma garçonete que já não tem uma vida muito fácil e vê tudo girar quando descobre que está grávida e acaba de perder seu emprego no restaurante em que José, agora longe do futebol, é o chef da cozinha.
Em meio a isso, Nina se vê amparada por José e pela primeira vez parece ter algum conforto. José por sua vez encontra em Nina uma maneira de erradicar todos os pequenos conflitos e culpas que carrega em si. Com uma direção bem competente, trazendo a cidade de Nova York em alguns momentos como coadjuvante e com um bom trabalho dos atores, principalmente da dupla principal, “Bella” consegue com simplicidade ser um ótimo filme.
“Bella” é um filme que versa sobre a vida, sobre família, sobre seguir em frente, ultrapassar obstáculos, espantar nossos demônios e culpas e achar novos caminhos. Um filme que não vende ilusões (apesar de elas estarem presentes) e centra seu foco na força dos seres humanos em não pararem, mesmo que estejam um pouco feridos e mal tratados. Um filme assim faz muito bem de vez em quando.
Site Oficial: http://www.bellamoviesite.com

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

"Última Parada 174" - 2008

A história do carioca Sandro Nascimento e o seu sequestro ao ônibus da linha 174 em 12 de junho de 2000, já rendeu um ótimo filme, o documentário “Ônibus 174” do diretor José Padilha, feito em 2002. Ao ver esse documentário, o calejado diretor brasileiro Bruno Barreto, decidiu trabalhar a história de Sandro desde a sua infância até o fátidico dia, com a ajuda do sempre competente Bráulio Mantovani no roteiro.
A história nas mãos de Barreto e Mantovani ganha fortes tons ficcionais, sem perder no entanto a base verídica que dá força ao enredo. Em “Última Parada 174”, somos (re)apresentados a Sandro Nascimento (Michel de Souza) desde a sua infância e o assassinato da sua mãe, ainda quando criança. A partir disso o órfão passa a viver na rua, sobrevive ao massacre da Candelária em 23 de julho de 1993, até morrer no dia do desastrado sequestro do ônibus.
Bruno Barreto explora em seu mais novo filme, a temática que se faz tão presente, principalmente desde “Cidade de Deus”, narrar histórias de um cotidiano que a grande maioria dos brasileiros fecha os olhos. Um cotidiano repleto de violência, drogas, falta de opções, mortes e de poucas histórias bonitas para contar. Um cotidiano que agride aqueles que não estão lá ou aqueles que preferem não saber.
“Última Parada 174” não é um excelente filme, mas é bem costurado e apresentado, trazendo uma história dificil de não se envolver. Com um trabalho bem entrosado entre direção, roteiro e elenco, carrega uma trama forte e tenta não tomar partido (apesar de não conseguir) no seu desenrolar. O longa foi escolhido para representar o Brasil no Oscar 2009.
No entanto, apesar de ser um filme bom, “Ônibus 174” do José Padilha ainda funciona melhor para contar a história de Sandro Nascimento e a refém que faleceu em 12 de junho de 2000, dentro de um ônibus no Rio de Janeiro.
Site do filme: http://www.ultimaparada174.com.br

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

"Pareço Virtual" (EP) - Cerébro Eletrônico - 2008

Salve, salve...
Mais Cérebro Eletrônico por aqui. A Phonobase (através do Juliano Polimeno) empresa que lançou o disco “Pareço Moderno”, está disponibilizando na faixa uma versão bacanuda do disco como se fosse um EP, com direito a encarte e tudo.
São oito faixas, contendo a música que dá nome ao disco, mais “Dê”, “Mar Morro” e “Sérgio Sampaio Volta”, além de uma versão ao vivo para “Os Astronautas” e três remixes, com destaque para inserção de “Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua” do Sérgio Sampaio ao final do remix de “Pareço Moderno”.
Iniciativa bem bacana, que leva o ouvinte a conhecer, gostar e posteriormente adquirir o disco completo nas mídias disponiveis.
Para baixar o EP “Pareço Virtual”, siga o link.
Para pegar um release bem legal sobre o EP, passe aqui.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

"Pareço Moderno" - Cerébro Eletrônico - 2008

Quando em meados de 2004, o Cerébro Eletrônico estreava com o disco “Onda Híbrida Dissonante”, não causou tanto furor. O disco era bom, recheado de boas idéias, mas nada muito demais. Esse ano o combo paulistano volta com a continuação da estréia, deixando mais de lado as eletronices e abraçando outros sonoridades, com uma maior adição de pop na mistura.
“Pareço Moderno” é um dos melhores trabalhos de 2008. Tatá Aeroplano (voz e barulhos), Isidoro Cobra (baixo), Fernando Maranho (guitarra), Dudu Tsuda (teclado) e Gustavo Souza (bateria) escancaram influências que passam por música brega, Mutantes, Tropicália, pop, Roberto Carlos, Raul Seixas e Sérgio Sampaio, fazendo tudo converter em uma sonoridade que apesar de “parecer moderna”, aponta totalmente para o passado.
A banda que possui diversos outros projetos paralelos como o Jumbo Elektro, Dona Zica e Junio Barreto, só para ficar em alguns, explora nas suas canções temas satíricos, bem humorados e pretensas canções de amor. “Pareço Moderno”, traz uma enormidade de participações que o engradecem, como André Abujamra, Helena Rosenthal (que faz o vocal em “Portal Dos Sonhos”), Tulipa Ruiz (vocal em “Mar Morro”), Marcelo Monteiro, Moisés Santana e Gustavo Ruiz entre outros.
A abertura com a canção que dá o nome ao disco é deliciosa, te envolvendo e fazendo cantar junto sem pensar porquê, frases como: “caio na balada, admito/alimento meu espírito/com litros de café/e saio para dançar”. A releitura da balada sexy “Dê” do primeiro trabalho ficou muito melhor sem as batidas. “Talentoso” de Júpiter Maçã ganha contornos bem bacanas. A oitentista “Me Atirar Na Orgia” é satisfação só.
“Pareço Moderno” está disponivel em quatro formatos: disco físico, MP3, cartão para download e até em box especial., apontando um caminho para o Cerébro Eletrônico seguir, que carrega grande esperança. Com a magia do pop e da boa música na mão, o grupo comanda a festa enquanto lembramos de um trecho da famosa música de Gilberto Gil, “o cérebro eletrônico comanda, manda e desmanda”. Assim parece ser. Seja bem vindo.
Site Oficial:
http://www.cerebrais.com.br
My Space:
http://www.myspace.com/cerebroeletronico

domingo, 19 de outubro de 2008

“By-The-Numbers” - The Postmarks - 2008

Era fevereiro do ano passado e as seguintes frases foram tecidas por aqui sobre a banda de Miami, The Postmarks: “o som por vezes lembra Belle and Sebastian, em outras vezes remete as melodias do The Carpenters, com orquestrações diversas...”. Passado um ano e pouco a banda divulga seu segundo trabalho e caminha cada vez mais para o lado “Carpenters”, de maneira suave e terna.
“By-The-Numbers” contêm 12 faixas de outros artistas, revisitadas dentro do clima da banda e com a voz doce de Tim Yehezkely comandando o barco. Temos canções do Coldplay, Ride, Ramones, Blondie, David Bowie, The Cure, Bob Marley, The Jesus And Mary Chain, The Byrds e até Antonio Carlos Jobim, isso mesmo, “Samba de Uma Nota Só”, marca presença como “One Note Samba” e abre o trabalho.
Para endossar o album e sua concepção (temas com nomes contendo números respectivos a sua distribuição), o primeiro passo é desencanar e não querer ficar comparando com as versões originais. Até porque a maior parte das músicas passam longe de soarem como as suas matrizes. Aqui elas são destiladas em temas suaves e doces, carregados de um climão das baladas dos anos 70 e enxertadas de uma determinada dose de melancolia.
Se sobressaem no trabalho as versões mais rápidas para “7-11” do Ramones, “11:59” do Blondie e principalmente “0X4” dos ingleses do Ride. “Five Years” do David Bowie e a psicodélica “Eight Miles High” do Byrds também caem bem, no entanto o melhor momento fica por conta da releitura de “Nine Million Rainy Days” do Jesus And Mary Chain, constante no clássico “Darklands” de 1987.
Disco plenamente indicado para momentos de relaxamento e noites tranquilas.
Site Oficial: http://www.thepostmarks.com
My Space: http://www.myspace.com/thepostmarks
Sobre o disco anterior, passe aqui.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

"Harmonia" - Lô Borges - 2008

O mineiro Lô Borges influenciou um bocado de gente no decorrer dos anos. Seja no clube da esquina com Milton Nascimento e outros ou na carreira solo que rendeu alguns discos memoráveis. Suas canções marcaram gerações e cativaram um universo de fãs que apesar do músico estar sempre a margem da grande mídia, não deixa que o seu trabalho passe despercebido.
Nascido em 1952, Lô nunca foi de gravar muitos discos (são poucos ao total), mas quase nunca saiu da estrada. Dono de um senso de melodia que beira o absurdo, cravou no decorrer da carreira canções que  despertam sentimentos até hoje. Em 2008 lança mais um trabalho intitulado “Harmonia”, que para variar vem repleto de melodias bonitas, arranjos competentes e aquele clima de anos 70 no ar.
Todas as letras são de autoria do irmão Márcio Borges (que tem um livro sobre a história do clube da esquina que vale muito a pena ler) e foram chamados vários músicos extras, que sobre a regência do maestro Laudares esbanjam charme ao longo das faixas. O resto da banda conta com Giuliano Fernandes na guitarra, Barral no baixo e teclados e Robinson Matos na bateria. As letras como de costume versam sobre natureza, destino e vivência.
Já na primeira faixa “Caminho” temos os versos: “sei o caminho de cor / vi o sol renascer um milhão de manhãs”. Mais direto impossível. Nas demais Lô usa e abusa da habilidade de construir temas que flertam com o simples e o sofisticado ao mesmo tempo transmutados em baladas. Músicas como “Chegado”, “Transparente”, “Feita de Luz”, “Fronteira” e “Tudo de Novo” são ótimos exemplos disso.
Mesmo depois de todos esses anos Lô Borges continua realizando, em maior ou menor escala, sempre bons trabalhos. Sua música, assim como os sonhos, não padecem de envelhecimento. 


Boa música. Música para a alma e para o coração.
Site oficial: http://www.loborges.com
My Space: http://www.myspace.com/loborges

domingo, 12 de outubro de 2008

"A Vida É Dura – A História de Dewey Cox" - 2007

Domingão. Dia em casa para recuperar da semana e de uma pequena crise de saúde. Vou para a frente da TV e me deparo com o filme “A Vida É Dura – A História de Dewey Cox”. Mas quem diabos é Dewey Cox? A resposta: É um grande astro do rock. O artista ficitício convive em diversos momentos com artistas reais, nessa comédia que satiriza tanto o universo do rock em si, quanto dos filmes que retratam essa vida.
Sobre a direção de Jake Kasdan, o filme é uma comédia bem interessante para se ver desprentensiosamente em um domingo, mesclando momentos muitos bons com alguns totalmente ruins. Um filme que serve para divertir, mas que se fosse melhor direcionado poderia agradar mais. Recebeu indicações ao Globo de Ouro de Melhor Ator Comédia/Musical e Melhor Canção Original.
No filme, somos logo apresentados ao pequeno Dewey (interpretado em seguida por John C. Reilly), no interior dos USA que após um incidente familiar, passa a sofrer rejeição por parte da família e sai de casa para seguir seu caminho. Caminho que acha em uma boate ao som do bom e velho rock n´roll dos anos 50. Logo em seguida assina o contrato com alguns judeus (ótima tirada, já que eles dominaram a música americana nessa epóca) e vê suas canções alcançarem seguidamente o número 1 das paradas.
A partir desse ponto são emendadas referências de vários artistas como Jim Morrison, Elvis Presley, Brian Wilson, Ray Charles, Eric Clapton e Johnny Cash promovendo todos os altos e baixos de uma carreira, tanto pela produção musical e mudança de costumes quanto pelo envolvimento com drogas, bebidas e mulheres. Na maioria das vezes que esses chavões são explorados, dá para se tirar boas risadas.
A trilha sonora criada especialmente para o trabalho, apesar de não ser bilhante convence bem em algumas faixas como em “Walk Hard”. Outro ponto interessante são as participações especiais que passam por Jack White (Elvis Presley), Jack Black (Paul McCartney), Paul Rudd (John Lennon) e no final, Eddie Vedder apresentando uma cerimônia qualquer de reconhecimento a obra.
Apesar de alguns momentos de mau gosto e outros meio chatos, “A Vida É Dura – A História de Dewey Cox” diverte bem e pode tranquilamente passar na sua tv sem maiores compromissos.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

"High Five" - The Primary 5 - 2008

No começo desse ano enquanto fechava minha listinha com os melhores de 2007, o projeto do Paul Quinn, chamado The Primary 5 saiu do Top 5 no finalzinho, mas ficou em sexto com “Go”. O projeto do ex-Teenage Fanclub e ex-Soup Daragons, lançava seu segundo disco, recheado de ótimas influências e com canções para grudar na mente e sair cantando sem aviso pelas esquinas da cidade.
Para minha grata surpresa, eles retornam já em 2008 com um novo álbum. “High Five” é o nome e o Paul Quinn deu uma repaginada chamando novos músicos para o time e deixando apenas o Mikey McKerral da formaçãoo do disco anterior. Na sonoridade o powerpop permanece intacto, mas abre muito mais espaço para os violões, que brilham intensamente como suporte das belas melodias e vocais.
“I Wonder Why” abre o disco (o primeiro single) vem totalmente anos 60, com palmas e efeitos de guitarra. “High Five” é mais calma, com ótimos backing vocals mostrando toques de Byrds ou até mesmo Beach Boys nas harmonias vocais. “So Much To Kind” mais ritmada, volta novamentes aos 60, com bateria dando aquela tradicional paradinha. “Same Old Story” poderia ser algo do Buffalo Springfield ou do próprio Neil Young.
Depois chega “Breathe”, uma baladinha que lembra o Teenage Fanclub. “Lost And Confused” recupera as guitarras e tem aquele climaço pop, saborosa, totalmente powerpop. “Rewind” tem um riff de guitarra pouco usual para Quinn em uma canção que remete ao rock alternativo americano do início dos anos 90. “Fly Baby Fly” tem um quê de Beatles do começo da carreira. Outra pequena joía para grudar na mente por tempo indefinido.
Para fechar chega “Stills”, outra baladinha à la Teeange Fanclub e “Trains” com voz e violão em primeiro plano, como uma canção de Bert Jansch ou Leonard Cohen, que no seu final quase se tranforma em gospel quando os backing vocals tomam conta dela. Em pouco mais de 32 minutos, Paul Quinn e o seu Primary 5, conseguem novamente fazer um belo disco para se escutar em qualquer momento, qualquer hora, qualquer dia e para chegar novamente na lista de melhores ao final do ano.
Sobre “Go”, passe aqui.
My Space: http://www.myspace.com/theprimary5