quinta-feira, 17 de maio de 2018

Quadrinhos: "O Bestiário Particular de Parzifal", "Thanos Retorna" e "Potestade - Homem-Aranha"


“O Bestiário Particular de Parzifal” de Hiro Kawarara surgiu através de uma campanha de financiamento coletivo, mas depois ganhou o apoio da editora Sesi-SP e foi publicado no final do ano passado com 80 páginas. O autor nascido em Mogi das Cruzes no estado de São Paulo em 1965 é ilustrador, diretor de arte e professor. Nesse trabalho usa o mito de Parsifal - o “cavaleiro tolo” da Távola Redonda do Rei Arthur - para inspirar sua protagonista. Parzifal é uma garota que viveu com a mãe isolada e escondida em uma floresta para fugir de uma profecia. Para suprir a solidão criou vários amigos imaginários e um universo próprio, contudo isso chega ao fim aos 24 anos com a mãe já falecida e a saída dela da floresta para a “vida real”. Sem traquejo social algum para sobreviver no mundo sofre bastante para se estabelecer. Anos depois, com uma filhinha bem doente retorna para a floresta atrás da ajuda mágica dos antigos amigos, o que não caminha muito bem. Passando por três períodos de tempo distintos e com arte fofinha e boas cores, a obra agrada sem maiores pretensões com uma história de fantasia, família, amizade, escolhas e o peso delas quando a vida bate fortemente.

Nota: 6,0

Site do autor: http://www.hiro.art.br


Thanos, Thanos, Thanos. Nunca o vilão criado por Jim Starlin nos anos 70 esteve tão presente na cultura pop como agora devido não somente ao novo filme dos Vingadores onde é o destaque, como também por ser peça atuante dentro dos quadrinhos da equipe nos últimos anos. Em janeiro de 2017 uma nova tríade criativa formada pelo excelente Jeff Lemire no roteiro, o brasileiro Mike Deodato Jr. na arte e Frank Martin nas cores assumiu o título do personagem. O resultado podemos ler agora em “Thanos Retorna”, volume encadernado de 140 páginas que reúne as edições 1 a 6 lançadas nos EUA durante o primeiro semestre do ano passado. Devido a acontecimentos não muito interessantes para si, o seu território está agora sob o comando de Corvus Glaive, um antigo subordinado e membro da Ordem Negra. Ao voltar para retomar o controle do Quadrante Negro, Thanos percebe que mesmo que esse controle volte até facilmente para si, as coisas não serão tão simples no futuro próximo. Um interessante grupo formado por familiares, inimigos e uma antiga paixão se forma para acabar de vez com a história do Titã Louco, que cada vez mais frágil e mortal se vê metido em algo que nunca esteve antes.

Nota: 7,0


Virou moda nos últimos anos coleções de quadrinhos em capa dura que formam mosaicos, etc. e tal. Naquela que ostenta ser a “coleção definitiva” do Homem-Aranha, temos na edição 11 uma grande obra subestimada. Trata-se de “Potestade”, originalmente publicada em 4 edições e que aqui já tivera edição em 2007, antes dessa do início de 2018. É uma das histórias mais fortes que o aracnídeo já teve, ainda com humor, mas pesada e cheia de sombras, com claras referências a “O Cavaleiro das Trevas” do Frank Miller. O roteiro é de Kaare Andrews em arte conjunta com José Villarubia. Em um futuro alternativo Peter Parker mora num minúsculo apartamento 30 anos após a aposentadoria. Mary Jane está morta, assim como todas as pessoas próximas e ele tenta se virar como pode, sendo que sua própria sobrevivência gerou o maior sofrimento. A cidade está livre de vilões graças a um governo fascista que com o apoio da mídia engana a população lhes prometendo segurança enquanto lhes corta a liberdade. Porém, quando um velho “amigo” aparece na porta de Parker as coisas começam a tomar outro rumo. Com 164 páginas, capa dura e arte quase toda horizontal permeando uma visão de cinema temos uma obra obrigatória para os fãs do amigão da vizinhança.

Nota: 9,0



segunda-feira, 9 de abril de 2018

Quadrinhos: "Lua do Lobo", "O Sinal" e "Castanha do Pará"


Lançamento de 2017 da Panini Comics, “Lua do Lobo” (Wolf Moon, no original) recria o mito do lobisomem que passa a ser uma espécie de entidade que se transfere de corpo em corpo através dos tempos realizando atos horríveis nesse período em hospedeiros que escolhe meramente ao acaso e toma por possessão. Criação de Cullen Bunn com arte de Jeremy Haun e cores de Lee Loughridge, a história passou anos engavetada até que o selo Vertigo da DC bancou a aposta em 6 edições publicadas no primeiro semestre de 2015 nos EUA. O trabalho recebeu elogios contundentes e desembarcou no Brasil em um encadernado de 162 páginas com direito a esboços como extras. O condutor da história é Dillon Chase que quando estava possuído pela fera causou danos mortais a diversas pessoas, inclusive algumas próximas e queridas. A maneira que busca para aliviar toda culpa que carrega consigo é caçar cegamente essa besta pelos quatro cantos do país e quando a grande chance surge descobre que outros estão interessados na questão, o que dificulta muito mais as coisas. Com bom ritmo, arte funcional e cores bem adicionadas, “Lua do Lobo” é uma boa hq, mas distante dos grandes elogios que recebeu.

Nota: 6,0


Afrânio sempre esperou que a vida lhe proporcionasse algo mais. Parado no quarto já no alto dos 40 e poucos anos e levando uma vida sem muita graça, continua esperando que em um dia qualquer por algum desmando do destino sua existência sofrerá uma drástica guinada e enfim será um protagonista no mundo. Quando sonhos estranhos começam a invadir as noites, entende isso como a mensagem que aguardou por tanto tempo e passa a tomar atitudes que levarão as coisas por outro caminho. De início até que essas decisões remetem a coisas positivas, no entanto, depois tudo fica nublado. “O Sinal” é mais um bonito trabalho do quadrinista, cartunista e ilustrador Orlandelli (de “Grump” e “Chico Bento: Arvorada”). Com 96 páginas foi lançado no final do ano passado na CCXP através da Jupati Books, selo da Marsupial Editora. Como de costume Orlandelli mescla vida real e questões imaginárias para gerar uma história que pode ser entendida de outras formas e maneiras. Com o traço sempre agradável e a ótima maneira que direciona as cores, mantêm a sensibilidade ali escondida no meio do caos enquanto versa sobre a relação de cada um com as conquistas, anseios, ambições e decepções que norteiam a estrada que percorremos diariamente.

Nota: 7,5


Em 2017 o tradicional Prêmio Jabuti incluiu a categoria de quadrinhos e o primeiro trabalho a levar essa honraria foi “Castanha do Pará”, produção independente do professor e artista visual Gidalti Jr. que foi financiada através de crowdfunding e tem 84 páginas, capa dura e formato grande (22,5 x 30,5cm). Nascido em Belo Horizonte, mas criado em Belém, o autor criou uma fábula suja e atual que pode ser visualizada em qualquer estado do país além do mercado do Ver-O-Peso onde passa a maior parte da história. Castanha é um garoto que vive na rua, completamente marginalizado e sem suporte. Deixou a família para trás depois de uma tragédia praticamente anunciada e se vira entre as vielas do bairro da Cidade Velha. Com arte esplendorosa, toda pintada em aquarela e com as cores vibrantes tão presentes na cidade, o trabalho foi inspirado na obra “Adolescendo Solar” de Luizan Pinheiro. A narração feita por uma vizinha em conversa com a polícia acrescenta tons de humor a um drama real que conta com o descaso do poder público para se alongar acintosamente nos últimos anos não somente na vida do imaginário Castanha com sua cabeça de urubu, mas também em inúmeros outros jovens arremessados a própria sorte por aí.

Nota: 8,5


segunda-feira, 2 de abril de 2018

Quadrinhos: "Lembranças", "O Planta - Um Bípede Entre Plantas" e "Future Quest"


Chegou a hora dos irmãos Cafaggi se despedirem (pelo menos por enquanto) da Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Depois de presentearem velhos e novos fãs com “Laços” e “Lições” no projeto Graphic MSP é a vez do último “L” aparecer e encerrar a trilogia. Lançado no final de 2017 pela Panini Comics com 100 páginas, “Lembranças” apresenta a turminha já se deparando com situações como convívio social, namoricos e aceitação entre os pares, onde a amizade é novamente a força condutora para solucionar os desafios que surgem. Entre a construção de uma nova casa da árvore e a ansiedade e esforço para ir em uma festa daquelas imperdíveis, os autores utilizam personagens do vasto universo criado por Mauricio de Sousa e deixam pelo caminho diversas referências para serem descobertas calmamente. Com o mesmo tom geral das edições anteriores e a arte novamente sendo um dos pontos fortes, “Lembranças” fica aquém dos antecessores. A história que foca em questões corriqueiras do crescimento das crianças, infelizmente não prende tanto quanto das outras vezes e parece que falta algo que dê aquele charme maior. Não chega a ser ruim, longe disso, mas os Cafaggi acostumaram a se esperar sempre algo mais deles.

Nota: 6,0


“Os Contos do Planta” de 2015 chamou a atenção logo de entrada pela exuberante capa animada em 3D. O personagem era uma planta que queria mais da vida e com a ajuda de um cientista consegue isso com um corpo projetado para suas aventuras. A obra do escritor e ilustrador curitibano Gustavo Ravaglio era um campo fértil para metáforas sobre a vida real e convencia bastante. Em 2017 ele partiu em uma desafiadora missão e o resultado foi “O Planta – Um Bípede Entre Plantas” que contou com o apoio de financiamento coletivo além de incentivo cultural governamental. O zelo pela apresentação da edição está ainda mais forte, em capa dura com tintas douradas as 178 páginas estão contidas em papel de textura especial, entre outros luxos. Todavia, isso por si só não se sustentaria caso o roteiro não fosse divertido e interessante, o que também é. O protagonista se perde em outro universo e tem que lidar com as mais estranhas figuras para voltar para casa. No decorrer disso - e sem ser piegas o que é mais importante - se amplificam os questionamentos embutidos e as alegorias que estão escondidas ali no meio dessa jornada com tons de fantasia e ficção científica.

Nota: 8,0


A DC Comics possui os direitos sobre os personagens clássicos da Hanna-Barbera que embalaram a infância de tantas pessoas então a empresa resolveu conceber novas histórias em quadrinhos desses personagens fazendo algo como um reboot. O primeiro desses trabalhos foi “Future Quest” que saiu aqui em duas edições da Panini Books no ano passado. Essas edições reúnem em 336 páginas no total o ano completo publicado nos EUA entre julho de 2016 e julho de 2017 em doze revistas. Com roteiro a cargo de Jeff Parker (Shazam!) temos uma história que além de ter muita nostalgia e saudosismo embutidos, consegue a proeza de ir além e faz a aventura valer mesmo para quem nunca ouviu falar de Space Ghost, Jonny Quest, Mightor, Homem-Pássaro, Herculóides e Os Impossíveis. A turma da ficção científica da Hanna-Barbera é convocada para cuidar do OMNIKRON, uma entidade poderosa que tem como intuito destruir o mundo. Mesmo usando uma premissa tão clichê em revistas de super-heróis, Jeff Parker consegue criar algo saboroso e viciante. A arte de Evan Shaner, Steve Rude e Ron Randall e mais Steve Lieber e Ariel Olivetti completam esse quadro em um dos trabalhos mais divertidos que a DC colocou no mercado nos últimos anos.

Nota: 8,5



domingo, 1 de abril de 2018

Quadrinhos: "Trindade - Volume 1", "Thor - Vikings" e "Alho-Poró"


Mais um encadernado cobrindo o “renascimento” da DC Comics chegou nas bancas no início desse ano. Como já visto com várias revistas da editora, agora é a vez de “Trindade” ganhar o primeiro volume com 140 páginas e capa cartonada. Traz as seis primeiras edições dessa fase publicadas nos EUA entre setembro de 2016 e abril de 2017, escritas e desenhadas pela estrela em ascensão Francis Manapul (“Flash”) com auxílio de outros artistas. Na edição temos Batman, Mulher-Maravilha e Superman contra dois antigos rivais onde seus poderes e habilidades não valem quase nada para vencer. Os heróis repaginados dessa empreitada da DC estão dispostos a se conhecer melhor e superar algumas desconfianças, sendo que para tanto fazem uma refeição juntos na casa do Superman quando são surpreendidos em uma briga que é mais psicológica do que física (ainda que essa parte apareça). Mesmo com a participação dos principais nomes do seu panteão de histórias e contar com dois vilões clássicos, a história proposta por Manapul em nenhum momento empolga o leitor, o que é bastante desanimador pois esperava-se mais do autor ao mexer com tais personagens. “Trindade - Volume 1” é indicado somente para os fãs mais fervorosos. E olhe lá.

Nota: 4,0


Entre os meses de setembro de 2003 e janeiro de 2004 foi publicada nos EUA uma aventura mais visceral do Deus do Trovão. Com roteiro de Garth Ennis e arte de Glenn Fabry (ambos de “Preacher”), Thor recebeu em cinco edições uma história com muita magia, maldições, zumbis (antes de estarem tão na moda assim) e, claro, muita violência e o humor ácido do autor. No ano passado a Panini Books lançou isso por aqui em um encadernado de capa dura com 124 páginas. Ambientada na época dentro do selo “Marvel Max” que permitia enfoques mais adultos e violentos em cima dos personagens da editora, Garth Ennis criou uma trama repleta de bons momentos. Quando vikings zumbis desembarcam de surpresa sobre New York e destroçam todos os heróis que passam pela frente (até mesmo o Thor), o Dr. Estranho entra na jogada e expõe um plano mirabolante para acabar com a maldição que os invasores receberam e trazer paz novamente para a cidade. “Thor - Vikings” é contada de um modo que se torna um prato cheio para quem gosta da pegada do autor, além de contar com a exuberante arte de Glenn Fabry em todas as edições.

Nota: 7,5


O trabalho da quadrinista Bianca Pinheiro se caracteriza - entre outras coisas - pela sensibilidade e doçura que expôs em trabalhos como “Bear”, “Mônica: Força” e “Dora”. Já nas 56 páginas de “Alho-Poró” que foi publicado no finalzinho do ano passado pela editora La Gougoutte e teve financiamento através de crowdfunding a artista se aventura em uma história diferente daquilo que nos habituamos a ler dela. A trama reúne três amigas chamadas Márcia, Denise e Brenda que estão na missão de comprar os ingredientes necessários para fazer uma quiche de alho-poró. Peregrinando por supermercados atrás do que é preciso conversam sobre amenidades e sobre casos do passado. Nada demais até aí. E a história vai caminhando assim, sem parecer que vai decolar em algum momento, parecendo ser mais um trabalho sobre o cotidiano. Bom, isso até as páginas finais, onde a coisa muda completamente de figura. Em “Alho-Poró”, Bianca Pinheiro ousa ir por outros caminhos e faz isso muito bem. Tudo nessa nova empreitada é diferente: o traço, as cores, o papel, o tom (ainda que certa afabilidade permaneça ao fundo). É uma história que pede sequência e tem poder para se tornar algo bem maior.

Nota: 7,5




quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Top Top - Os Melhores de 2017


Salve, salve minha gente amiga...

Como de costume disponho abaixo uma lista dos 25 melhores discos e músicas nacionais e internacionais que passaram por aqui no ano passado. Vamos a eles:

MELHOR DISCO NACIONAL

1) “Galanga Livre” – Rincon Sapiência
2) “Nômade” – Renato Godá
3) “Looking For The Big Star” – The Baudelaires
4) “Todas as Bandeiras” – Maglore
5) “Fogos de Artifício” – Motormama
6) “Letrux em Noite de Climão” – Letrux
7) “Plush” – Lava Divers
8) “Deserter” - Loomer
9) “Elã” - Kalouv
10) “As Lembranças São Escolhas” – Vários Artistas
11) “Adiante” – Nevilton
12) “Tudo Arbitrário” – Beto Cupertino
13) “Caravanas” – Chico Buarque
14) “Nem Tudo Pode Se Ver” – Picassos Falsos
15) “Pé No Chão” – Rodrigo Ogi
16) “Radiola NZ, Vol. 1” – Nação Zumbi
17) “Pássaros – Vol. 1” – Elder Effe
18) “Deixa Quieto” – Macaco Bong
19) “Roteiro Pra Aïnouz, Vol. 3” – Don L.
20) “Tudo Que Dissemos que Não Era” – Meio Amargo
21) “Futuro do Pretérito” – Garotas Suecas
22) “Campos Neutrais” – Vitor Ramil
23) “Animal Sensacional” – Aeroplano
24) “Catto” – Filipe Catto
25) “Bluchanga” – João Donato

MELHOR MÚSICA NACIONAL

1) “Amor” – Nação Zumbi e Ney Matogrosso
2) “Vida longa” – Rincon Sapiência
3) “Atalho clichê” – Camila Barbalho (do disco “Lembranças São Escolhas”)
4) “Classe média losers” – Molho Negro
5) “Hash and weed” – Lava Divers
6) “Last man on earth” – The Baudelaires
7) “Go where people sleep and see if they” – This Lonely Crowd
8) “Supermegaultrahiperfuckingciumenta” – Turbo
9) “Memes” – Beto Cupertino
10) “Te amo Disgraça” – Baco Exú do Blues
11) “Pra Nós Dois” – Meio Amargo
12) “Pedra Bruta” - Kalouv
13) “Não sou mais o mesmo sujeito” – Motormama
14) “Menino mimado” – Criolo
15) “Que estrago” – Letrux
16) “Nuvens” – Rodrigo Ogi
17) “Me deixa legal” – Maglore
18) “Another round” - Loomer
19) “Chegada” – Renato Godá
20) “Dança de doido” – Bratislava
21) “Eu não quero mais” – Filipe Catto
22) “Terrível” - Curumin
23) “Tua cantiga” – Chico Buarque
24) “Vai Chover” – Tibério Azul
25) “Amarela” – Nevilton

MELHOR DISCO INTERNACIONAL

1) “Damage And Joy” – The Jesus And Mary Chain
2) “Brilliant Light” – Danny & The Champions Of The World
3) “A Short History Of Decay” – John Murry
4) “Bandwagonesque” – Benjamin Gibbard
5) “Prophets of Rage” – “Prophets of Rage”
6) “Invitation” – Filthy Friends
7) “Antisocialites” - Alvvays
8) “Prisioner” – Ryan Adams
9) “Need To Fell Your Love” – Sheer Mag
10) “The Far Field” – Future Islands
11) “Last Place” - Grandaddy
12) “Don´t Be a Stranger” – Nervous Dater
13) “Navigator” – Hurray For The Riff Raff
14) “Hot Thoughts” – Spoon
15) “Sleep Well Beast”- The National
16) “Lotta Sea Lice” – Courtney Barnett & Kurt Vile
17) “Colors” - Beck
18) “Thawing Dawn” – A. Savage
19) “Burn Something Beatiful” – Alejandro Escovedo
20) “Trouble Marker” – Rancid
21) “Star Roving” – Slowdive
22) “IN.TER A.LI.A” – At The Drive In
23) “The Nashville Sound” – Jason Isbell And The 400
24) “Losing” – Bully
25) “Every Country’s Sun” – Mogwai

MELHOR MÚSICA INTERNACIONAL

1) “Party in the dark” – Mogwai
2) “Under a darker moon” – John Murry
3) “Tijuana sunrise” – Goldfinger
4) “Up all night” – David Bazan
5) “Waiting on a song” – Dan Auerbach
6) “Dreams tonite” – Alvvays
7) “Unfock the world” – Prophets Of Rage
8) “Day I Die” – The National
9) “All things pass” – The Jesus And Mary Chain
10) “Waiting for the right time” – Danny & The Champions Of The World
11) “Ran” – Future Islands
12) “Living in the City” – Hurray For The Riff Raff
13) “Come back Shelley” – Filthy Friends
14) “Green light” – Lorde
15) “Milk and honey” – Sheer Mag
16) “Sign of the times” – Harry Styles
17) “Way we won’t” – Grandaddy
18) “Sunsetz” – Cigarettes After Sex
19) “No wolf like the presente” – At The Drive In
20) “World of glass” – Liam Gallagher
21) “Bad Spanish” – Nervous Dater
22) “Ladies from Houston” – A. Savage
23) “Everything now” – Arcade Fire
24) “Call me anti-social” – New Found Glory
25) “The way you used to go” – Queens Of The Stone Age

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Séries: “Manhunt: Unabomber” e "American Gods"


Entre 1978 e 1995, Ted Kaczynski (Paul Bettany) espalhou terror nos EUA com bombas enviadas por via postal. Para expor ideias e inconformidade com o rumo que a sociedade estava tomando matou 3 pessoas e feriu outras 23. Conhecido como Unabomber foi uma pedra e tanto no sapato do FBI até finalmente ser preso em 1995 devido a uma nova técnica de investigação chamada linguística forense, baseada em cartas fornecidas pelo irmão depois que leu um manifesto publicado nos jornais. Essa técnica foi criada meio na marra e na necessidade pelo agente Jim Fitzgerald (Sam Worthington), especializado em criar perfis de criminosos. Andrew Sodroski aproveitou a onda de produções sobre crimes reais na televisão e criou pelo canal Discovery “Manhunt: Unabomber” que estreou ano passado e está disponível no Netflix. Não confundir com “Mindhunter”, que apesar de ter o mesmo teor em linhas gerais caminha com outra pegada, outro ritmo e outros objetivos. Como é uma produção do Discovery os 8 episódios têm um ar de documentário inerente, contudo passa longe daquelas produções horríveis feitas para a tevê em outras épocas. Tudo nela é pensado com cuidado e as atuações são competentes, mesmo sem ser brilhantes. Situada principalmente nos anos de 1995 e 1997, quando Jim Fitzgerald entra na força-tarefa e precisa provar a todo momento que aquilo que percebe é válido quando todos dizem o contrário, “Manhunt: Unabomber” tem a capacidade de prender na frente da tela, apesar de já se saber o final. Explorando a conexão do agente do FBI com os questionamentos feitos por Kaczynski no manifesto a série mergulha em águas mais profundas, porque apesar da maneira brutal e covarde que foi usada para propagá-lo, o texto traz pontos interessantes, ainda mais em tempos como o nosso onde a tecnologia é cada vez mais senhora de tudo.

Nota: 7,5


“Deuses Americanos” (American Gods) é a obra mais completa do britânico Neil Gaiman na literatura. Publicada em 2001 teve edições nacionais no decorrer dos anos, inclusive uma excelente “edição preferida do autor” em 2016 pela Intrínseca. Versando sobre a formação dos EUA e usando os deuses e lendas que os milhões de imigrantes trouxeram nos corações e bolsos, criou um trabalho repleto de nuances como a relação do país com seus formadores, o combate do velho contra o novo e a maneira que esse novo molda a sociedade, entre outras coisas. Mesclando realidade e fantasia como poucos sabem fazer - além do peculiar humor - era difícil imaginar como transportar isso para a televisão quando foi anunciada uma série sobre o livro. Produzida pelo canal Starz e criada por Bryan Fuller (de “Hannibal”) e Michael Green (roteirista de “Logan” e “Blade Runner 2049”) com Gaiman participando ativamente do processo, a série é um acerto fenomenal. Disponível no Brasil na Amazon Prime Video, a primeira temporada tem 8 episódios e direção precisa de nomes como David Slade (“30 Dias de Noite”) e Floria Sigismondi (“The Runaways”). A história tem como protagonista Shadow Moon (Ricky Whittle) que prestes a sair da cadeia descobre que a esposa Laura (Emily Browning) faleceu. Na sequência é abordado pelo misterioso e intrigante Mr. Wednesday (Ian McShane) que após dura negociação o convence a trabalhar para ele. No decorrer disso Shadow se vê inserido em algo que não passa nem perto de entender e conhece estranhas figuras. Na briga dos deuses antigos contra os novos (como tecnologia, internet, etc.), “American Gods” reluz a cada momento, a cada cena.  Também merecem destaque a entidade irlandesa conhecida como Mad Sweeney (Pablo Schreiber) e Gillian Anderson estupenda como a deusa moderna Media, onde é responsável pela melhor cena do ano vestida de Marilyn Monroe.

Nota: 9,0

Sobre o livro, passe aqui.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Literatura: “Noturnos – Histórias de Música e Anoitecer” e "À Sombra de Gigantes"


Kazuo Ishiguro nasceu no Japão, mas ainda criança se mudou para a Inglaterra com a família. Lá virou escritor e produziu obras como “Os Vestígios do Dia”, “Não Me Abandone Jamais” e “O Gigante Enterrado”, vendendo alguns milhões de exemplares pelo mundo com eles. Em 2017 ganhou o prêmio Nobel de literatura o que levou a Companhia das Letras republicá-lo no decorrer do ano passado por aqui. Uma dessas republicações foi “Noturnos – Histórias de Música e Anoitecer” (Nocturnes – Five Stories of Music and Nightfall), lançado originalmente em 2009. O livro é um “Ishiguro menor”, digamos assim, composto por cinco contos apresentando a música como condutora seja por um praticante em início de carreira, por um artista calejado fazendo o impensável para obter sucesso ou um amante de velhas canções americanas perdido pela vida e jogado no meio de uma complicada situação. Com tradução de Fernanda Abreu e 216 páginas essa nova edição (a editora já havia lançado aqui em 2010) dá chance para novos leitores conhecerem um trabalho que se não carrega o tom sublime das obras mais famosas do autor, apresenta uma prosa repleta de melancolia que por mais triste que possa ser ainda sim carrega alguma beleza embutida. Em todos os contos temos a vida passando e deixando feridas abertas, algumas que já doeram tanto que hoje já nem se sente mais nada, o tempo cuidou de amortecer tudo. Dos cinco contos os maiores destaques ficam com “Crooner” e “Celistas” onde essa melancolia assume tons de acentuada desilusão e que a música retrata isso de maneira tão delicada. “Noturnos” serve também para que novos leitores se aproximem mais da obra de Kazuo Ishiguro, buscando ir além. É um livro para ler com uma bebida na mão e um disco antigo tocando na vitrola suavemente.

Nota: 7,5


Em tempos de um futebol tão globalizado (e gourmetizado) onde é cada vez mais frequente um adolescente encher a boca afirmando ser torcedor do Real Madrid, do Barcelona, do PSG ou de quem quer seja no seleto grupo dos biliardários times do esporte, ainda assim existem aqueles que optam por um time menor, de tradição, que hoje está lá pela segunda ou terceira divisão e que vão para o estádio ver os jogos que (quase) ninguém mais quer ver. Isso acontece tanto em Madrid, Barcelona e Paris, quanto em Belém, São Paulo, Rio de Janeiro ou outra cidade do país. O futebol é algo inexplicável e mesmo com o clichê gasto que já cansamos de ouvir realmente não é só futebol. O jornalista gaúcho Leandro Vignoli que usa o Twitter para de modo bem humorado ir contra os superlativos e excessos desse futebol tão alardeado do velho continente se lançou no final de 2017 em uma campanha de financiamento coletivo para publicar um livro que narra 50 dias de viagem onde visitou 13 clubes em 10 cidades diferentes da Europa. No cardápio somente clubes que habitam a mesma cidade ou localidade de gigantes do mundo da bola. “À Sombra de Gigantes” tem 224 páginas e já nasce com status de leitura obrigatória para quem gosta de futebol, pois além de falar muito disso com o jeito de corneta do autor, é uma viagem também pela história e costumes de cada local. Ao assistir o Rayo Vallecano em Madrid pela segunda divisão da La Liga ou o St. Pauli pela segunda divisão da Bundesliga apresenta um passeio extremamente prazeroso em estádios históricos, torcidas apaixonadas e um futebol que insiste em sobreviver mesmo após cada venda de zagueiro mais ou menos por milhões e milhões de libras. “À Sombra de Gigantes” é um libelo de resistência.

Nota: 8,5

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Literatura: "O Circo Mecânico Tresauli" e "O Vendido"


“O Circo Mecânico Tresaulti” (A Tale Of The Circus Tresaulti, no original) apresenta um mundo pós-apocalíptico sem definição de tempo ou de lugar, onde a única realidade sabida é que guerras e mais guerras devastaram quase tudo e a humanidade regrediu anos e anos sem direito a tecnologia que experimentou em outrora e se esconde ou em pequenas vilas ou em cidades muradas e protegidas a todo custo. A obra da escritora Genevieve Valentine foi lançada em 2011 e logo com esse primeiro romance já ganhou indicação ao prêmio Nebula relativo a livros de ficção científica e fantasia. Teve edição aqui pela Darkside Books e em 2016 saiu em outra versão, mais luxuosa e com capa dura (que a editora chama de “Limited Edition”) com ilustrações do brasileiro Wesley Rodrigues que servem para dar amplitude a obra, deixando que um pouco da imaginação se concretize mesmo sem revelar nada da trama. O primeiro terço do livro é um pouco arrastado enquanto a autora situa os fatos e os personagens e a maneira que conta a história sem amarrar tanto as coisas, acaba prejudicando o leitor mais preguiçoso. Contudo, a partir disso, a trama flui muito bem. Mesmo que se imagine onde tudo vai chegar, a maneira com que os personagens são construídos com seus dramas pessoais e histórias passadas, faz com que isso seja relevado. O circo comandado por Boss roda o mundo para conferir um pouco de esperança, alegria e paz em cenários tão tristes, ao mesmo tempo em que recupera pessoas prestes a morrer ou fugindo de algo para dar uma nova chance, uma nova vida, construída através do uso de engrenagens e ferramentas. Com as personagens femininas, mulheres fortes e decididas, dando o tom do livro, Genevieve Valentine cria um trabalho repleto de bons momentos.

Nota: 7,0


Morador de um subúrbio que simplesmente teve o nome apagado em Los Angeles, Eu (sim, esse é o nome do protagonista) começa a narrar os fatos de “O Vendido” direto da Suprema Corte dos Estados Unidos onde está para ser julgado por, entre outras coisas, reinstaurar (ou pelo menos tentar) a segregação racial em Dickens, o referido subúrbio. De início avassalador, com prosa rápida e mordaz, cheio de referências das mais diferentes áreas, exibe em igual escala acidez e bom humor. Confronta o leitor constantemente com explanações sobre raça e identidade e derruba sem medo o fino manto que cobre a sociedade americana (e tantas outras) no que se refere a um racismo permanente e nem tão velado assim. Eu, teve uma formação singular, para dizer o mínimo. Durante a infância não frequentou escolas, pois era a parte principal dos estudos e experimentos do pai, um sociólogo cheio de ideias bem incomuns. Após o assassinato do pai “por engano” pela polícia, começa a cuidar da fazenda da família investindo em frutas de sabor único, como também em novas espécies de maconha. Se junta a Hominy Jenkis, o mais famoso morador da localidade por ser o último astro vivo da série “Os Batutinhas” (mais aqui: https://goo.gl/4LnJn8) e com ele embarca no inusitado projeto que o levou até a Suprema Corte. “O Vendido” (The Sellout, no original) ganhou o prestigiado prêmio britânico Man Booker Prize de 2016 e seu autor, Paul Beatty, participou da FLIP de 2017 aqui no Brasil. Com 320 páginas, tradução de Rogério Galindo e publicação no ano passado pela Todavia Livros é o tipo de obra que ao chocar e cutucar, enquanto diverte sabiamente, se coloca como extremamente necessária para o tempo em que habita.  

Nota: 9,5

Mais sobre o livro no site da editora: http://www.todavialivros.com.br/livros/o-vendido# 

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Melhores Quadrinhos de 2017


Salve, salve.

Como os quadrinhos aparecem cada vez mais aqui no blog resolvi colocar uma listinha do que teve de melhor em 2017 na minha opinião. A única regra é ter sido lançado no país em 2017 seja pela primeira vez ou em reedições, então, para ficar claro, me baseei no lançamento nacional e não do original em outro país, quando for o caso.

Foi um ano e tanto e a maioria das obras citadas tem resenha aqui no blog. Vamos a lista então:


MELHORES HQ’S DE 2017 - NACIONAL

1 – Angola Janga – Uma História de Palmares – Marcelo D’Salete (Editora Veneta)
2 – Olimpo Tropical – André Diniz e Laudo Ferreira (Jupati Books)
3 – Super-Ego – Caio Oliveira (Independente)
4 – Mensur – Rafael Coutinho (Companhia das Letras)
5 – Tabloide – L. M. Melite (Editora Veneta)
6 – Anuí – Lelis (Independente)
7 – Planta – Um Bípede Entre Plantas – Gustavo Ravaglio (Independente)
8 – Arvorada – Orlandelli (Panini Comics)
9 – Escolhas – Gustavo Borges, Felipe Cagno e Cris Peter (Geektopia)
10 – Gatilho – Carlos Estefan e Pedro Mauro (independente)

Menção honrosa:  O Monstro – A Casa no Fim da Rua – Fabio Coala (Independente)


MELHORES HQ’S DE 2017 – INTERNACIONAL

1 – Condado de Essex – Jeff Lemire (Editora Mino)
2 – Black Hole – Charles Burns (Darkside Books)
3 – Aqui – Richard McGuire (Companhia das Letras)
4 – Billie Holiday – Muñoz e Sampayo (Editora Mino)
5 – Valerian – Integral  - Volume 1 – Christin e Mézières (Sesi SP- Editora)
6 – Wytches – Scott Snyder, Jock e Matt Hollingsworth (Darkside Books)
7 – Império – Mark Waid e Barry Kitson (Mythos Books)
8 – Projeto Manhattan – Volume 5 – Jonathan Hickman e Nick Pitarra (Devir)
9 – Meu Amigo Dahmer – Derf BackDerf (Darkside Books)
10 – Suicidas – Volume 1 – Lee Bermejo e Matt Hollingsworth (Panini Comics)

Menção honrosa:  A Diferença Invisível – Julie Dachez e Mademoiselle Caroline (Editora Nemo)


MELHORES SÉRIES CONTÍNUAS DE 2017

1 – Dr. Estranho – Jason Aaron e Chris Bachalo (Panini)
2 -  Batman – Renascimento – Tom King e Mikel Janín (Panini)
3 – Thor – Jason Aaron e Russell Dauterman (Panini)
4 – Asa Noturna – Tim Seeley e Javier Fernández (Panini)
5 – O Velho Logan – Jeff Lemire e Andrea Sorrentino (Panini)

Paz sempre.


P.S: Os melhores discos serão colocados no dia 31 de janeiro, como acontece todo ano.

domingo, 31 de dezembro de 2017

E que venha 2018!


Salve, salve minha gente amiga,

Que ano esse que termina hoje. Um ano onde direitos foram suprimidos, vitórias de minorias foram esmagadas, o conservadorismo burro tomou conta de vez das redes sociais acompanhado de uma avalanche de informações falsas e prejudiciais. A intolerância cada vez mais é a moeda vigente e um ano depois do golpe (mas nem tão) disfarçado que o país sofreu novas leis estapafúrdias e benéficas só para a pequena minoria mais rica são aprovadas na capital (com raríssimas exceções). Não está sendo fácil. E não é só aqui. Um certo topetudo laranja piora tudo ainda mais na nação com maior poder bélico do mundo. Complicado é pouco.

Mas, a vida segue e é nossa missão combater tudo, tanto dando preferência a veículos de mídias compromissadas com a verdade independente de lado, quanto no combate às informações falsas que circulam naquele grupo de mensagens ou naquela rede social. Essa “resistência”, por assim dizer, se faz fundamental para que as coisas não piorem. Ainda mais em ano de eleição, quando tudo tende a ser 500% pior nesse sentido. Não se pode desistir, por mais que essa seja a vontade que invada vez ou outra. Buscar um mundo melhor para todos é a luta primordial.

O blog se manteve firme e teve um crescimento bem interessante de visitas, que confesso até me surpreendeu em alguns momentos. Em 2017 fizemos 12 anos de Coisa Pop e obrigado a todos que por aqui passaram e - clichê dos clichês - se somente uma pessoa leu um texto aqui e foi atrás da obra, já valeu a pena ter escrito. É por isso que continuo.

Quadrinhos e literatura continuaram sendo o foco por aqui em 2017, mas sem esquecer das séries e do cinema, assim como da música que sempre me move adiante (infelizmente com poucos textos). Aliás, 2017 foi ano que mais escutei música desde... 2007. Isso mesmo, de acordo com o Last Fm (https://www.last.fm/pt/user/Kalnaab). Bem bacana.

Foi um ano com os quadrinhos nacionais cada vez mais fortes e achando um espaço maior, como também lançamentos de todas as estirpes e lugares no país. Musicalmente, tivemos grandes trabalhos nacionais em 2017, um ano muito bom sem dúvida alguma. E shows de grandes nomes (como o The Who) desembarcaram por aqui. Valeu a pena ter visto alguns.

É lógico que torço firmemente para que 2018 seja mais leve, porém sei que dificilmente será. Mas, a esperança sempre deve existir e nesse momento é por ela que devemos brigar. Sempre tentando fazer o melhor e transformando o mundo do jeito que podemos em um lugar de mais amor, tolerância, compaixão, diversidade, criatividade e generosidade. Tarefa das grandes, eu sei, mas extremamente precisa. 

E que a cultura sempre sirva para aplacar as dores, criticar tudo que não presta e iluminar o globo com obras em todos os setores como deve ser.

No mais, não tem como fugir. 2018 está aí e cabe a cada um fazer da própria vida e de onde mora, lugares melhores para se viver.

Vamos em frente e um grande ano a todos.

Paz Sempre.