domingo, 16 de dezembro de 2007

"Catherine Avenue" - Biirdie - 2007

Um dia daqueles. Acorda-se ainda sem o sol raiar, passa o dia resolvendo problemas e mais problemas, encara um trânsito horrível desembarcando em casa às nove e tantas da noite direto para frente do computador para concluir o que não deu tempo no decorrer do dia. Cansaço e mau humor são as bolas da vez. Mas você vai lá guerreiro e enquanto consolida um relatório, bota pra baixar um disco que leste uma boa critica.
Enquanto os olhos teimam em fechar você coloca o disco pra rodar. Começa com uma bateria marcando o ritmo, um bom vocal, uma melodia sessentista cantada por um homem, teclados, uma voz de mulher cantando junto (lembrando os bons momentos dos Delgados), backing vocals ao fundo, a entrada de um belíssimo solo de guitarra e...pronto! Seu dia acaba de melhorar, o cansaço começa a ser vencido e um sorriso passa a aparecer no rosto.
A música em questão é “Catherine Avenue” da banda californiana Biirdie, faixa de abertura do disco homônimo, o segundo do trio formado por Jared Flamm, Kala Savage e Richard Gowen, lançado recentemente. Há um disco anterior chamado “Morning Kills The Dark”, que não escutei mas já estou buscando por estes espaços virtuais.
“Catherine Avenue” é pop macio, repleto de coros e backing vocals, teclados e violões ditando os ritmos e suas alternações. “LA Is Mars” é como se o Elton John gravasse com o Grandaddy tendo um George Harrison solando na guitarra. “Who Were You Thinkin´Of” abre com um coro a lá Pink Floyd para se transformar em uma ensolarada canção de domingo, alegre e pra cima.
“Estelle” é um encontro dos Beatles com o country rock. “Petals” tem umas dissonâncias abrindo espaço para o belo vocal de Kala Savage. “I Wish i Could Have Been There” podia ser algo entre o Wilco fazendo uma Jam com Tom Petty. Pop para lavar a alma, despretensioso, simples e repleto de boas intenções.
Não é para mudar sua vida, serve “somente” para salvar esta em um dia ruim. O meu dia que tinha sido daqueles, terminava em alto nível, valendo a pena e revigorado para a próxima manhã. Tem coisas que só a música faz por você, meu caro amigo...
Escute: http://www.myspace.com/biirdie
Site: http://flyawaybiirdie.com

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

"Descartável Longa Vida" - Ecos Falsos - 2007


“Quando eu fui ouvi-los todo orgulhoso com a farinha da minha experiência , eles vieram com um bolo inesperado e eu comi até mais do que eu queria. Esses profanos, esses agnósticos, esses heréticos são bons pra diabo!”. Tom Zé falou isso sobre os paulistas do Ecos Falsos. Um elogio desses vindo de um artista como ele Zé não é pouca coisa. Gera-se um imenso compromisso com a qualidade.
Os paulistas que lançam este ano seu primeiro disco “Descartável Longa Vida”, estão na estrada desde 2001, mudaram de formação algumas vezes e tem um bom EP no currículo. O atual núcleo é composto por Gustavo Martins, Daniel Akashi, Felipe Daros e Davi Rodriguez. As influências da banda passeiam entre a vanguarda paulista dos anos 80 até pelas esquisitices de Frank Zappa, produzindo bons momentos.
Temos ecos de Mutantes em “Eu Nunca Ganho” e “Bolero Matador”, anos 80 com “Animada” e “O Bom Amigo Inibié”, o bom e velho rock n´roll em “A Revolta Da Musa” (com participação especialíssima de Tom Zé) e “A Última Palavra Em Fashion”, anos 60 com a excelente “Findo Milênio” (a melhor letra do disco), Frank Zappa com a nonsense e bem humorada “Sentimental” ou anos 70 com “Primeira Página”.
Os paulistas misturam ótimos sons com bom humor (inteligente e sem ser gratuito), produzindo um bom resultado baseado em plena criatividade. Talvez em alguns momentos falte um pouco de direcionamento, o que não chega a ser um grave problema. Escute a baladinha “Dois a Zero” com a participação da Fernanda Takai e se delicie com essa iguaria . Arrebatadora.
Site: http://www.ecosfalsos.com.br
Baixe o disco totalmente na faixa (com exceção de duas faixas bônus) aqui: http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=1732

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

"Ao Vivo No Estúdio" - Arnaldo Antunes - 2007

Arnaldo Antunes é uma figura ímpar na música nacional, desde os tempos de Titãs e passando por toda sua carreira solo. Arnaldo é uma espécie de gênio meio estranho,meio louco, mas extremamente cativante. O artista lança em 2007 seu primeiro DVD com cd ao vivo pela Biscoito Fino onde revisita sua obra em um belíssimo registro.

Em “Qualquer”, o disco mais musical da sua carreira lançado ano passado, foi criado um clima totalmente intimista, sem bateria e percussão, sendo que essa atmosfera foi repassada para o novo projeto, ficando a cargo do trio Chico Salem (violões de aço e nylon), Betão Aguiar (guitarra e violão de nylon) e Marcelo Jeneci (teclados e sanfona).

“Ao Vivo No Estúdio” foi gerado no estúdio Mosh em frente a uma platéia de 50 privilegiados e traz um Arnaldo cantando totalmente pela primeira vez em todo o seu trajeto. Em determinados momentos como “Se Tudo Pode Acontecer” ou “Pedido de Casamento” chega a ser emocionante. Em outros como “Judiaria” (de Lupicinio Rodrigues) volta a ser o velho Arnaldo entre a guitarra mais que especial de Scandurra guiando a canção com uma urgência arrebatadora.

Dá-lhe clássicos do artista como “Socorro”,”Não Vou Me Adaptar” (com participação de Nando Reis), “O Quê”, “Num Dia” e “Eu Não Sou Da Sua Rua” (dessa vez quem participa é Branco Mello). A família tribalista, Carlinhos Brown, Marisa Monte e Dadi participam em “Um a Um” e “Velha Infância”(que só entrou no DVD). Ainda tem uma inédita, “Quarto de Dormir”, parceria com Marcelo Jeneci.

No seu site falando sobre o projeto, Arnaldo diz que “nunca teve tanto prazer em cantar como nesse show”. E podemos sentir isso. Trabalho repleto de classe e de nobreza. Uma declaração de amor do artista para com a sua música.

domingo, 9 de dezembro de 2007

"West" - Lucinda Williams - 2007

A primeira vez que ouvi falar da cantora americana Lucinda Williams foi há mais ou menos uns dois anos. Estava eu matando tempo em um cyber e me deparei com uma resenha elogiosa do álbum “Car Wheels On A Gravel Road” de 1998. Fui atrás e me encontrei com uma bela cantora, que ancorava seu trabalho no folk e no country, mas com um pé no rock.
Pela internet (não tem nenhum disco lançado no Brasil) continuei a acompanhar a artista em álbuns como “Essence” de 2001 e o triste World Without Tears” de 2003. Mantendo sempre a média, mas sem nunca conseguir o nível do disco de 1998, passeando sobre influências de nomes como Bob Dylan, Neil Young, Billy Bragg, Joni Mitchell e Bruce Springsteen construiu uma carreira sólida e longe da mídia.
2007 é a vez do seu oitavo disco, “West”, que mantêm o clima mais para baixo do que os anteriores (e esquecendo de vez aquele “pé no rock”), versando sobre perda e decepções sejam elas familiares, amorosas ou cotidianas. “West” é indicado para aqueles dias chuvosos, quando se está lendo um livro ou trabalhando no computador, com suas melodias, violões e o belo vocal de Lucinda sempre em primeiro plano.
“West” só padece de um grave problema: é longo demais. Por conta disso, as 13 faixas acabam por soarem repetitivas, vez ou outra, ainda mais quando se conhece o trabalho anterior. Esse foi um dos malefícios do cd, os artistas pararam de fazer os discos com 10, 11 faixas e passaram a colocar algumas canções que poderiam ficar de fora. “West” tem esse mal.
Mas também tem excelentes canções como “Mama You Sweet”, um belo folk que trata da perda da mãe, “Learning How To Live”, com uma bela melodia, “Come On”, em que a cantora emula uma Patti Smith nervosa e promove um dos grandes momentos do disco, ou a baladaça “Words” com pianos e orquestrações tomando conta dos versos.
Apesar de ser um trabalho um pouco irregular, “West” tem ótimos momentos (e você pode fazer aquela seleção de sete ou oito faixas perfeitinhas), apesar de ser inferior a outros discos da cantora e merece ser consumido em uma noite da sua vida com absoluta certeza.
Site oficial: http://www.lucindawilliams.com

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Dia 22/12 - Boas Festas do Stereoscope

Salve, salve minha gente amiga...
Coloca na agenda aí. Dia 22 no Palafita em Belém a tradicional festa de final de ano do Stereoscope, com A Euterpia e eu brincando de DJ. Participação mais que especial de Fernando Rosa do Senhor F mandando um set daqueles...
Não vá perder!!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

"Viva Muddy Waters" - Blues Etílicos - 2007

McKinley Morganfield nasceu no Mississipi no dia 4 de abril de 1915 e faleceu em 30 de abril de 1983. Durante sua vida, lançou dezenas de discos e influenciou fortemente artistas como Elvis Presley, Rolling Stones e Led Zeppelin. McKinley Morganfield viria a ser conhecido como Muddy Waters, um dos maiores nomes da história do blues em todos os tempos.
Corte para o Brasil. Em 1987, o Blues Etílicos lança seu primeiro registro e em mais de 20 anos de trabalho lança nove discos trazendo o blues para a terra do samba e se consolidando como o maior nome do ritmo no país, ancorado sempre pela maestria de Flávio Guimarães, conquistando fãs e mais fãs.
Corte para 2006. O Blues Etilicos finalmente grava o tão prometido disco em homenagem a sua maior influência. “Viva Muddy Waters” chega às lojas em 2007 e reúne como em um casamento perfeito e atemporal 10 canções do mestre americano tocadas com todo o sentimento e crueza nos arranjos que podiam requerer.
Greg Wilson (vocal, guitarra e trompete), Flávio Guimarães (gaita), Otávio Rocha (guitarras), Cláudio Bedran (baixo) e Pedro Strasser (bateria) dão um show durante todo o disco, envolvendo o ouvinte em uma camada sonora que remete a alguma sala esfumaçada e com som tocando alto.
Temos uma enxurrada de clássicos de autoria de Muddy Waters como “Walking Blues”, “Trouble no More”, “I Cant´ Be Satisfied”, “Messin´With The Man” e “She´s Nineteen Years Old”, esta última com André Christóvam no violão enriquecendo a canção. E ainda tem “I Want To Be Loved” de Willie Dixon, que tanto compôs para Waters, entre outras.
O grande Paulo Moura, disse certa vez que escutar o Blues Etílicos “É uma degustação cheia de energia e prazer”. Assino embaixo. Escute “Viva Muddy Waters” e embebede-se sem moderação.
Site da banda: http://www.bluesetilicos.com.br
Mais sobre Muddy Waters em: http://www.muddywaters.com

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

“Onde Brilhem Os Olhos Seus” - Fernanda Takai - 2007


Fernanda Takai é uma das pessoas mais inteligentes do pop brasileiro há tempos, desde os idos da estréia do Pato Fu em “Rotomusic de Liquidificapum” em 1993. Com sua banda Fernanda remexeu o pop nacional envolvendo modernidade e criatividade e esbanjando uma absurda qualidade ao longo dos anos, cativando fãs eternos (como eu) país afora.
Recentemente o Pato Fu inovou novamente na distribuição e lançou um dos melhores discos de 2007, o “Daqui Pro Futuro” e eis que Fernanda surpreende e decide colocar no mercado ainda esse ano o projeto que Nelson Motta havia lhe oferecido, um disco só com canções interpretadas pela cantora Nara Leão, falecida em 1989 e peça fundamental na bossa nova.
Chega nas lojas este mês “Onde Brilhem Os Olhos Seus” produzido por Motta e com arranjos do maridão John Ulhoa e do amigo de banda Lulu Camargo. No mínimo, esse disco é para ser adquirido, apesar de alguns arranjos não terem ficado tão bons. É um disquinho repleto de graça, cativante e para se deixar rolar por horas no player.
Começa com a transformação de “Diz Que Fui Por Aí”, um clássico do sambista Zé Keti, convertida em uma linda balada, passa pela nova roupagem para “Lindonéia” marco do tropicalismo, desembarca na excelente “Com Açucar, Com Afeto” do mestre Chico Buarque, que ganhou arranjo a lá Pato Fu e poderia muito bem estar no último trabalho da banda.
Ainda tem ótimos momentos como “Debaixo Dos Caracóis dos Seus Cabelos”, “Insensatez”, “Descansa Coração” e a belíssima “Canta, Maria”, valsinha de Cândido Botelho, imortalizada por Ary Barroso. Emocionante. Os arranjos para “Luz Negra” do mestre Nelson Cavaquinho acabaram por perder o encanto desta excelente canção já visitada anteriormente com louvor por Cazuza, o que não estraga o resultado final do álbum.
Fernanda Takai repleta de despretensão coloca no mercado mais uma prova da sua competência, competência cheia de graça e amor. Ótimo presente de final de ano. Corra atrás do seu.
Leia o que dissemos sobre “Daqui Pro Futuro”, o último disco do Pato Fu:
http://coisapop.blogspot.com/2007/08/daqui-pro-futuro-pato-fu-2006.html

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

"As Engrenagens"/"Carros-Fantasma" - Sestine - 2007

Já tem alguns meses que venho dizendo para os amigos mais próximos que o Sestine, banda de Brasilia é uma das melhores que passaram no meu player em 2007 (olhando para as coisas feitas no nosso país), com um rock que não ostenta nada de novo, mas que tem um vigor cativante e um vocal para lá de interessante, cortesia do guitarrista e vocalista Márcio Porto.
Com uma das melhores canções do ano, “Esse Lugar Ruim”, conheci a banda através do site Senhor F e desde então tem cadeira cativa entre as mais ouvidas aqui na casa. Além de Márcio Porto, o Sestine é Thiago Soares nas guitarras, Tiago França no baixo e Marcelo Freitas na bateria. Apesar de ainda não ter disco, lançou este ano dois EP´s muito bons.
O Sestine ainda não está no patamar de bandas independentes como Violins, Terminal Guadalupe, Superguidis ou Vanguart, mas tem qualidade de sobra para chegar lá. A aposta do som oscila entre o rock dos anos 70 e anos 80, repleto de guitarras e mais guitarras, com um vocal ora desprentensioso, ora meio glitter de Márcio Porto e em outros momentos entrando de cara no folk rock.
O primeiro EP “As Engrenagens” vem mostrando as guitarras (e é onde a banda rende melhor) gerando grandes momentos, como a já citada “Esse Lugar Ruim”, além de “O Teu Pobre Coração”, “Jana” e “W2” (com ecos fortíssimos de Legião Urbana). O segundo “Carros-Fantasma” aposta mais nos violões e promove ótimas faixas como “Tantas as Coisas” e “As Mentiras Certas”.
Grata surpresa de um ano repleto de excelentes discos no rock brazuca, o Sestine se configura como uma grande aposta para o futuro. Longa vida a eles!
Entre no site e baixe os Ep´s: http://www.sestine.com.br
Escute no My Space: http://www.myspace.com/sestine

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

"Lindo Triste Mundo" - Gardenais - 2006

Como é bacana se deparar com uma boa banda nessas intermináveis noites a frente do computador entre um trabalho e outro. Há alguns meses passando por aqui e ali me deparei com uma capa bonita de um álbum intitulado “Lindo Triste Mundo”. A banda responsável por tanto é mineira e se chama “Os Gardernais” e promove uma interessante mistura de influências em um pop rock gostoso de se escutar.
Na estrada desde 1992, quando ainda respondiam por “Os Gardenais do Samba”, o grupo formado por Caio Ducca (vocal, guitarras e violões), Leo Moraes (guitarra e bandolim), Bruno Ducca (baixo e violino) e Del Cabral, chega ao seu segundo disco que conta com a sempre competente produção de Kassin e Berna Ceppas, e traz aquele gosto por melodias que há tempos bate nas Minas Gerais.
Com influências que passeiam pelo Britpop de Blur e Ocean Colour Scene, passando por Lou Reed, The Beatles, Samba, Anos 80 e muita MPB, temos canções com boa qualidade e forte apelo pop, ancorado em boas letras (na maioria das vezes de Caio Ducca) e em uma doce melancolia que invade o ar e toma parte do teu pequeno universo naquele momento.
Com um grande hit em potencial “Ela Não Pensa em Mais Nada” (que já tocou bastante por aqui esse ano) e lindas canções como “Toma Essa Canção”, “Todos Os Andares” e “Janeiro Chegou”, o grupo mostra um trabalho que merece ser apreciado em boas e generosas doses dentro do teu player.
Baixe o disco de graça no site deles: http://www.gardenais.com

domingo, 25 de novembro de 2007

"Acústico MTV" - Paulinho da Viola - 2007

“Eu canto samba porque só assim me sinto contente, eu vou ao samba porque longe dele eu não posso viver...”. Quando Paulinho da Viola encerra o seu show no formato acústico MTV cantando essa música, é impossível não ter a absoluta certeza de que essa afirmativa é a mais pura verdade para esse artista.
Paulinho da Viola é um patrimônio nacional, assim como outros músicos, vem deixando ao longo da carreira uma enorme quantidade de canções que marcaram a vida de muita gente (inclusive a minha). Um mestre que se fez influenciar e se admirar com sua humildade, elegância e acima de tudo, sua musicalidade.
O seu “Acústico MTV” chegou recentemente as lojas em DVD (e também em cd com 6 faixas a menos) e é uma aula de música. Entrando no cenário só com seu cavaquinho e levando a introdução de “Timoneiro”, Paulinho despeja um arsenal de clássicos como “Coração Leviano”, “Para Um Amor No Recife”, “Dança da Solidão”, “Pecado Capital”, “Argumento” e “Foi Um Rio Que Passou da Minha Vida”.
Para completar o embalo, regravações de lindas e esquecidas canções como “Amor É Assim”, novas canções como “Bela Manhã” e “Talismã”, esta última um samba que já nasceu clássico em parceria com Marisa Monte e Arnaldo Antunes, além da belíssima regravação de “Nervos de Aço”, do rei da dor de cotovelo, o venerado Lupicinio Rodrigues.
Como diria aquele samba antigo, tudo é um luxo só. O Making Of do projeto ainda engrandece mais o trabalho, com depoimento dos músicos, “causos” de Paulinho, depoimentos de amigos como Toquinho e Elton Medeiros, além de bate papos bem interessantes. Presentaço de final de ano, para todo fã de boa música.
Site Oficial: http://www.paulinhodaviola.com.br