quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

"Volume 3" - Frank Jorge - 2008

O gaúcho Frank Jorge tem lugar garantido na elite do rock nacional. Fez parte de bandas como Graforréia Xilârmonica, Cascavelettes e Cowboys Espirituais, tendo na sua carreira solo dois grandes discos lançados, a saber: “Carteira Nacional de Apaixonado” de 2000 e “Vida de Verdade” de 2003. “Volume 3” é a continuidade do processo, sendo lançado no final de 2008, continuando a brindar o público com música de extrema qualidade.
Desde o último disco em 2003, Frank Jorge rodou um bocado. Trabalhou na Secretaria de Cultura De São Leopoldo por alguns anos, participou da reunião recente dos Cascavelettes e da Graforréia Xilârmonica, além de lecionar na Unisinos no curso de formação de produtores e músicos de rock, que ajudou a criar. No novo rebento musical, o artista continua o mesmo romântico e irônico de sempre.
Frank no auge dos seus 40 e poucos anos, continua amando os Beatles e a Jovem Guarda e misturando essa com alguns toques de música brega e muito bom humor nas suas letras que mantêm as grandes tiradas. “Volume 3” foi tocado quase todo pelo músico e é anos 60 e jovem guarda do inicio ao fim das suas doze canções. Prepare-se para sair cantando as melodias que ficarão grudadas na cabeça.
O humor ainda é um dos pontos chaves. Em “Elvis”, temos “Elvis na fase decadente é bem melhor que muita gente”. Em “Obsessão anos 60”, ele mesmo se satiriza ao dizer “Não suporto mais esta obsessão pelos anos 60, não consigo explicar só sei que ninguém mais agüenta”. “A Historiadora” narra uma vida meio chata e uma mulher que não tem muito tempo, mas guarda uma fita do Império dos Sentidos, além de citar “Irene” do Caetano Veloso no meio da música.
Em “Pilhas de Livros” temos a ótima “De que me adianta ter pilhas de livros se mal tenho tempo pra ler?” “Eu demiti um amigo” é um boleraço de arrependimento por ter feito o que acusa o titulo. “Não Espero Mais Nada” vem com “Mas nossa vida nos primeiros tempos foi muito boa, saímos no tapa, depois recitei um Fernando Pessoa”. “Se Você Ainda Me Quiser” esbanja romantismo canalha com frases juvenis.
Em “Volume 3”, Frank Jorge usa novamente seu pequeno toque de Midas e entrega outro bonito trabalho folheado a ouro. Pena que por ter sido lançado mais no final do ano, não entrará na lista de melhores de muita gente, o que será uma injustiça, pois “Volume 3” merece um alarde maior. Bote no player e vicie.
My Space: http://www.myspace.com/frankjorgemania

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

"All Right Penoso!!!" - La Pupuña - 2008

A música nacional ganhou um novo motivo para fazer festa. No final do ano passado foi lançado o primeiro trabalho dos paraenses do La Pupuña, “All Right Penoso!!!”, para fazer todo mundo levantar e dançar, ou se não souber dançar pelo menos se mexer, bater o pé no chão, balançar a cabeça, algo do tipo. Os paraenses que desde 2005 vem conquistando mais espaço no cenário nacional estréiam com o pé direito.
A banda que já caiu na graça de muita gente como Kassin e Berna Ceppas que produziram esse “All Right Penoso!!!”, vem através do disco justificar sua música tão elogiada no seu próprio estado quanto Brasil afora em diversos festivais independentes, como também no exterior. Lançado pela Ná Music, o disco combina a regravação das músicas contidas no EP independente lançado em 2005 com novas canções.
Com pequenas mudanças na banda ocorridas desde 2005, como a saída do baixista André Coruja, o La Pupuña segue firme com Luis Félix (guitarra, vocal), Diego Muralha (guitarra), Rodolfo Santana (teclados), Fabrício Jomar (baixo), Adriano Sousa (bateria) e Kleber PSB (percussão). A sonoridade da banda traz ritmos como a guitarrada, carimbó, salsa, merengue e brega misturados com boas quantidades de surf music e rock de todas as épocas. Um deleite só.
As músicas são basicamente instrumentais, com algumas exceções como “Carlos Marajó”, uma homenagem para a pessoa que agenciou os primeiros discos de guitarrada no estado do Pará, “Só a Galera”, dedicada ao Mestre Vieira e a etílica e malandra “Da Cachaça”. Destaques também para “Psica da Velha Chica”, a surf music caribenha de “São Domingos do Surfe” ou o encerramento com “Ex-Quadrilha da Fumaça”.
Em “All Right Penoso!!!”, o La Pupuña faz música que não conhece fronteiras, como também não faz distinção entre raça, credo, faixa etária ou social. É música bem tocada para se divertir, quem já viu a banda ao vivo sabe bem como é. Se passar por você algum dia, não perca.
My Space: http://www.myspace.com/lapupuna

domingo, 4 de janeiro de 2009

"Can´t Stand Modern Music" - The Cute Lepers - 2008

Há tempos que a cidade americana de Seattle não vive mais do grunge e seus derivados. Em 2008 mais uma boa banda que não carrega a sonoridade do movimento que consagrou a cidade saiu para o mundo com o lançamento do primeiro disco. The Cute Lepers é o nome do combo comandado por Steve E. Nix, que com a parada da sua banda The Briefs, solta um pequeno petardo nas ruas de nome “Can´t Stand Modern Music”.
Steve E. Nix (guitarras e vocal) se juntou com Steve Kicks (baixo), Zache Out (guitarra), Josh Blisters (bateria), além de Meredith e Priscila (responsáveis pelos backing vocals, palmas e coisas do tipo), para colocar 11 faixas em menos de 25 minutos, usando como influência o punk de nomes como Buzzcoks, Johnny Thunders e Joan Jett, mas com boas doses de new wave e powerpop no meio da mistura.
A abertura com “Terminal Boredom” poderia muito bem ter saído de algum compacto gravado entre 1977 e 1979. Viciante. Depois vem o riff minimalista e pop de “Cool City”, a ensolarada “The News Is Always The Same”, mais punk em “It's Summertime, Baby”, apresenta um pop com sabor de new wave em “Prove It”, retorna ao punk em “Modern Pests”,“(I'm) Out Of Order” e “Nervous Habits”.
“Can´t Stand Modern Music” segue ainda com as paradinhas e o pop marcante de “So Screwed Up”, as guitarras de “The Day After The End Of The World”, para encerrar com mais punk setentista em “Opening Up”. Na sua estréia o Cute Lepers faz um disco bem honesto, para cima e divertido, honrando alguns bons momentos da história do rock e trazendo algumas canções para se escutar em volume mais elevado e sair cantando por aí.
Site Oficial: http://www.thecutelepers.com
My Space: http://www.myspace.com/thecutelepers

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

"Kitty, Daisy & Lewis" - Kitty, Daisy & Lewis - 2008

Uma música começa a tocar no player e quando os primeiros acordes vão passando parece que você está diante de alguma banda dos anos 50 executando um boogie woogie de primeira linha. Ledo engano. A música em questão chama-se “Going Up the Country” e é responsável por abrir o primeiro trabalho dos ingleses do Kitty, Daisy & Lewis, uma grata e deliciosa surpresa de 2008.
O trio é formado pelos irmãos Kitty Durham (15 anos), Daisy Durham, (20 anos) e Lewis Durham (18 anos), filhos de músicos, o que ajuda a validar a precocidade da gravação. Os irmãos ainda são multiinstrumentistas e saem se revezando no piano, bateria, guitarra, banjo, gaita, xilofone e o que mais vier pela frente. O trio já tinha aparecido em uma coletânea dupla de 2007 junto com outras bandas, mas debutou somente em 2008.
“Kitty, Daisy & Lewis” o disco, tem uma sonoridade totalmente agradável, pois apesar dos avanços tecnológicos, a opção foi gravar tudo de maneira analógica, com equipamento vintage e direito a chiadinho no fundo das canções. Puro charme. Mas nada disso adiantaria ou seria suficiente se os jovens não dessem conta do recado, o que fazem com mérito, passeando pelo rockabilly com competência.
Já que tantas bandas copiam os mais diversos momentos do rock (punk, pós punk, anos 60, britpop, grunge, etc...), porque não ir mais lá no fundo e beber no inicio de tudo? Completamente louvável a atitude de Kitty, Daisy e Lewis. Todas as dez canções são diversão garantida, indo da já citada “Going Up the Country”, por outras como “Buggin' Blues”, “Mean Son of a Gun”, “Hillbilly Music” e “Ooo Wee”.
Quando você tiver naquela festinha bacana com os amigos ou mesmo quando tiver em casa meio para baixo, saque esse “Kitty, Daisy & Lewis” para o player e acerte o alvo bem no centro. Vale bem a pena.
My Space: http://www.myspace.com/kittydaisyandlewis

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Um grande 2009!!!

Ano novo chegando...
Hora de renovar os sonhos, as esperanças, fechar um novo contrato com a vida...
Hora de cortar maus hábitos, de lembrar que todo dia também pode ser um novo ano...
Hora de fazer um elogio a tudo que realmente vale a pena nessa vida...
Hora de brindar a vida...
Hora de agradecer por tudo que já nos foi dado na nossa jornada...
Hora de entender que tudo aqui passa rápido, correndo, mas que tudo vale a pena, que tudo merece ser vivido da melhor forma que conseguirmos...
Um ano para começar a realizar todos os sonhos que guardamos nas gavetas, um ano para mais uma vez afirmarmos para o mundo: “Ei, estamos aqui!!”
Um brinde!
Que façamos da vida sempre um elogio a própria vida...
Um 2009 do caralho a todos!!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

“Falling Off The Lavender Bridge” - Lightspeed Champion - 2008

Sabe aquele disco para escutar em uma bela e despretensiosa manhã de domingo? Para escutar nos momentos mais leves do dia ou no fone de ouvido enquanto caminhamos rumo ao trabalho? Aquele disco saborosamente pop, mas com bastante qualidade? Sabe? Pois é, esta categoria ganhou mais um integrante no ano de 2008, trata-se de “Falling Off The Lavender Bridge” do Lightspeed Champion.
O Lightspeed Champion, na verdade é o novo projeto do músico Devonte Hynes (Ex-Test Icicles), que faz sua estréia com uma capa no mínimo peculiar e que na verdade serve mais para afugentar do que conquistar ouvintes. Aliás, Dev Hynes é uma figuraça daquelas. Basta dar uma olhada nos vídeos no youtube ou nas fotos do site, que você não passa indiferente a canhastrice do cara.
“Falling Off The Lavender Bridge” é deliciosamente pop, flertando com o folk, o country e o indie, trazendo momentos bastante agradáveis no decorrer das suas doze faixas, que com raras exceções tem curta duração, como exige a música pop. Uma dessas raras exceções fica por conta de “Midnight Surprise” que com quase dez minutos e andamentos diversos, passa suave e tranqüila, sem soar cansativa no seu percurso.
O disco tem desde momentos mais animados como “Galaxy Of The Lost”, “Tell Me What It's Worth”, “I Could Have Done This Myself”, “Dry Lips”, “Let The Bitches Die” e “No Surprise(For Wendela)/Midnight Surprise” ou mais calmos como “All To Shit”, “Devil Tricks For A Bitch”, “Salty Water”, passando até por baladinhas como “Everyone I Know Is Listening To Crunk”.
“Falling Off The Lavender Bridge” traz boas doses de humor e letras bem sacadas inseridas em melodias muito bem feitas e contagiantes. Dev Hynes está inspirado e muito bem acompanhado por um bom grupo de amigos, principalmente da vocalista Emmy The Great, que ao contrapor o vocal com o de Hynes provoca ótimos momentos. Esse disquinho do Lightspeed Champion merece ser escutado, sendo completamente indicado contra a tristeza e o mau humor.
Site Oficial: http://www.lightspeedchampion.com
My Space: http://www.myspace.com/lightspeedchampion

sábado, 27 de dezembro de 2008

"For Emma, Forever Ago" - Bon Iver - 2008

Uma das definições mais peculiares para o que chamamos de folk é: “denominaçāo indicava para a música feita pela sociedade pré-industrial, fora dos circuitos da alta cultura urbana”. É claro que essa definição vincula o folk em tempos bem mais idos. Ao escutar o disco “For Emma, Forever Ago” do americano Bon Iver, tal assertiva não fica tão distante, uma vez que o disco exala por todos os seus poros, um climão rústico, distante da barulheira das cidades.
Bon Iver na verdade é o americano de Wisconsin, Justin Vernon que construiu as nove canções que compõem o disco, assoberbado por uma imensa carga de fracasso, decepção e tristeza. Como muitos outros, Vernon tinha uma banda e também uma namorada. A banda saiu para tentar a sorte em outra cidade, não resistiu e o sonho acabou. Seu relacionamento amoroso foi igualmente por água abaixo. Vernon então decidiu ir para uma cabana, se isolar, passar por esse pequeno inferno astral e tentar se recuperar.
O resultado desses meses no meio do nada em pleno inverno é “For Emma, Forever Ago”, um trabalho que remete ao folk de nomes como Nick Drake ou Bert Jansch e pode fazer par com nomes mais contemporâneos como Devendra Banhart, Iron & Wine e Bonnie “Prince” Billy. No disco, o artista conta além de seu violão com uma rara bateria, uns pouquíssimos metais e vocais carregados de overdubs e passagens dobradas, que passam fazendo bonito, sem soar cansativos ou mesmo chatos.
Originalmente lançado de maneira independente em 2007, o disco teve um novo nascimento em fevereiro deste ano pela pequena gravadora Jagjaguwar e chegou a lista de melhores de 2008, de publicações respeitáveis mundo afora. Faixas como “Flume”, “Skinny Love”, “For Emma” e “Re:Stacks” tem um lirismo cativante e são o ponto mais alto de um trabalho triste, mas muito bonito, afinal quem disse que a tristeza não pode ser bela?
Site Oficial: http://www.boniver.org
My Space: http://www.myspace.com/boniver

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Feliz Natal!!

Salve, salve...
A todos os amigos, leitores, colaboradores e todos que passam pelo Coisapop, desejamos um natal repleto de paz e alegrias.
Feliz Natal!!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

"Fleet Foxes" - Fleet Foxes - 2008

Mesmo com tanta informação disponível nos dias de hoje e a vontade de sempre estar atento a tudo que vem acontecendo, freqüentemente passa uma banda que não damos a devida atenção e acabamos por redescobrir mais adiante. Isso aconteceu com os americanos do Fleet Foxes, vi o disco, li uns comentários, mas não fui atrás de escutar. Agora no final do ano a banda esteve presente em listas conceituadas de melhores de 2008, o que me fez querer escutar.
Os americanos de Seattle, Robin Pecknold (vocal e guitarra), Skyler Skjelset (guitarra), Bryn Lumsden (baixo), Casey Wescott (teclados) e Nicholas Peterson (bateria) fizeram no seu disco homônimo de estréia um belo trabalho. “Fleet Foxes” é extremamente prazeroso de ser escutado e pode servi-lo em diversas ocasiões do dia. Sua música habita no mundo de Beach Boys, Bob Dylan, Crosby, Stills, Nash & Young e The Byrds, entre outras influências presentes.
A sonoridade é simples e rústica mesmo quando é extremamente trabalhada. As harmonias vocais elaboradas pela banda são muito bem arregimentadas e conduzidas, transportando o ouvinte para uma espécie de transe que só tem fim quando o disquinho acaba de rodar no player. Vamos citar como exemplo, a faixa “White Winter Hymnal”, com os vocais ora em conjunto, ora em momentos diferentes que vão se encontrando na bela melodia, pedindo para tocar muitas vezes.
Todas as onze canções estão no mesmo nível, mas ainda assim podemos destacar algumas como a abertura com “Sun It Rises”, a bonita “He Doesn't Know Why”, a ode a Neil Young em “Meadowlarks” ou o fechamento nota dez com louvor de “Oliver James”. O timbre de voz de Robin Pecknold também ajuda, é agradável e faz muito bem aos ouvidos às vezes calejados de tanta bobagem durante o dia.
“Fleet Foxes” foi uma grata surpresa nesse final de 2008. Tomara que a banda siga na estrada sempre produzindo músicas não só para os ouvidos, mas também para a alma. Belo disco.
My Space: http://www.myspace.com/fleetfoxes

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

"Ensaio Sobre a Cegueira" - 2008

O livro “Ensaio Sobre A Cegueira” do escritor português José Saramago é uma obra que transmite ao leitor uma versão dura e crua da nossa pretensa humanidade e das nossas conquistas enquanto sociedade, que desmoronam de uma hora para outra nos arremessando de volta a tempos bem mais difíceis. Quando o diretor Fernando Meirelles apontou como seu novo projeto a adaptação da obra para o cinema, achei muito difícil ele repassar o sentimento do livro para a grande tela.
Para o grande bem daqueles que gostam do livro e do bom cinema, o brasileiro conseguiu transmitir de maneira brilhante quase que a totalidade da inquietação que sentimos ao ler a obra. “Blindness”, o filme, é ao mesmo tempo ousado e elitista, assustador e esperançoso, sombrio e humanista. Com um elenco de primeira linha, composto por Juliane Moore, Gael Garcia Bernal, Danny Glover, Mark Ruffalo e Alice Braga, o diretor transpõe fielmente a obra de Saramago, o que resulta no grande ponto positivo.
No filme em que ninguém tem nome (afinal para que nomes?), somos apresentados a um homem que subitamente fica cego quando está dirigindo pela cidade, uma cegueira completamente branca, sem explicações e que começa a se alastrar como uma epidemia, contagiando todos que vão se sucedendo nos acontecimentos. O governo para conter o surto coloca todos os “doentes” em um lugar sujo e sem higiene, que serve para apaziguar o medo dos governantes em serem atingidos.
Os “doentes” que são colocados em quarentena passam a se virar como podem, sem nenhum auxilio do governo, a não ser da mulher (Juliane Moore, redundantemente ótima) do médico (Mark Ruffalo) contaminado pelo primeiro a ter cegado, que continua com sua visão em perfeita forma, se tornando a única a ver os horrores que passam a ser construídos. A mulher do médico ao mesmo tempo em que serve de guia e ajuda, funciona também como guardiã e testemunha de uma realidade quase absurda.
“Blindness” destrói de maneira brutal e arrebatadora todos os conceitos de sociedade que hoje nos são pertinentes. A partir da perda da visão coletiva arremessa todos (com raras exceções) em direção aos seus instintos mais básicos como alimentação e sexo, mas sem antes manter entre eles a perversão da cobiça e do desprezo para com os seus iguais. “Blindness”, como diria o livro diz que “só num mundo de cegos as coisas serão o que verdadeiramente são”. Obrigatório.