O ano era 2006 e o Sonic Youth passava com sua turnê do ótimo “Rapper Ripped” pela cidade de Reno, no estado de Nevada, nos USA. Um grupo de jovens liderados pelo diretor Michael Albright resolveu documentar em preto e branco um dia na vida dos músicos e evidentemente gravar o show da banda por aquelas paragens que há muitos anos não tocavam.
O documentário que ganhou o título de “Dormindo Noites Acordadas (Sleeping Nights Awake)” foi o primeiro trabalho do Project Moonshine, uma organização sem fins lucrativos com o intuito de ensinar cinema para adolescentes. O filme com seus poucos mais de 85 minutos é bem divertido e passa por interpretações da banda para canções como “Incinerate”, “Shaking Hell”, “Kool Thing” e “100%”, além da excelente "Do You Believe In Rapture?" como pano de fundo.
Esquecendo a digamos assim, falta de experiência, daqueles que estão atrás das câmeras, “Dormindo Noites Acordadas” é uma ótima diversão. Principalmente para os fãs da banda ou aqueles que conhecem um pouco a sua história. Os depoimentos de Thurston More, Kim Gordon e Lee Ranaldo são abertos, espontâneos, totalmente condizentes com a atitude que a banda sempre teve na carreira.
Entre a sinceridade de Kim Gordon, as peraltices e piadas de Thurston Moore e o papo nerd e meio sem sentido de Lee Ranaldo, somos apresentados aos fãs, as guitarras, pequenas histórias e um ou outro segredo banal. Uma das bandas mais importantes das ultimas três décadas focada em meio ao seu cotidiano, sem grandes alarmes ou maiores surpresas, apenas seguindo a sua vida normal.
Para ver o trailer, passe aqui.
Site do Projeto Moonshine: http://www.projectmoonshine.org domingo, 16 de novembro de 2008
"Sonic Youth - Dormindo Noites Acordadas" - 2007
O ano era 2006 e o Sonic Youth passava com sua turnê do ótimo “Rapper Ripped” pela cidade de Reno, no estado de Nevada, nos USA. Um grupo de jovens liderados pelo diretor Michael Albright resolveu documentar em preto e branco um dia na vida dos músicos e evidentemente gravar o show da banda por aquelas paragens que há muitos anos não tocavam.
O documentário que ganhou o título de “Dormindo Noites Acordadas (Sleeping Nights Awake)” foi o primeiro trabalho do Project Moonshine, uma organização sem fins lucrativos com o intuito de ensinar cinema para adolescentes. O filme com seus poucos mais de 85 minutos é bem divertido e passa por interpretações da banda para canções como “Incinerate”, “Shaking Hell”, “Kool Thing” e “100%”, além da excelente "Do You Believe In Rapture?" como pano de fundo.
Esquecendo a digamos assim, falta de experiência, daqueles que estão atrás das câmeras, “Dormindo Noites Acordadas” é uma ótima diversão. Principalmente para os fãs da banda ou aqueles que conhecem um pouco a sua história. Os depoimentos de Thurston More, Kim Gordon e Lee Ranaldo são abertos, espontâneos, totalmente condizentes com a atitude que a banda sempre teve na carreira.
Entre a sinceridade de Kim Gordon, as peraltices e piadas de Thurston Moore e o papo nerd e meio sem sentido de Lee Ranaldo, somos apresentados aos fãs, as guitarras, pequenas histórias e um ou outro segredo banal. Uma das bandas mais importantes das ultimas três décadas focada em meio ao seu cotidiano, sem grandes alarmes ou maiores surpresas, apenas seguindo a sua vida normal.
Para ver o trailer, passe aqui.
Site do Projeto Moonshine: http://www.projectmoonshine.org sexta-feira, 14 de novembro de 2008
"Black Music" - Arthur Dapieve
A violência está cada vez mais espalhada país afora. Em grandes cidades, como o Rio de Janeiro a situação chega a beirar o absurdo. Como tratar disso sem recorrer a maneiras não tão usuais? Como abordar o tema, sem esbarrar na mesma estrutura de sempre? O jornalista Arthur Dapieve tenta um caminho paralelo em seu segundo romance, intitulado “Black Music”(Ed. Objetiva, 112 páginas) e consegue um resultado bastante interessante.
Dapieve usa novamente o Rio de Janeiro, como pano de fundo e personagem coadjuvante da história, assim como fez no seu livro anterior “De Cada Amor Tu Herdarás Só o Cinismo”. Em seu novo livro, o escritor carioca aborda a violência sem se preocupar com questões sócio econômicas ou políticas (apesar de elas estarem presentes) e tenta passar uma história que infelizmente é cotidiana, de maneira casual, usando e abusando do humor negro em vários momentos.
Na trama, somos apresentados a Michael Philips, um adolescente norte americano de 13 anos, que mora no Rio, pois seu pai trabalha na cidade. O garoto é apaixonado por jazz e basquete. Quando está saindo da aula em um dia como qualquer outro, é abordado por três pessoas com máscaras de Osama Bin Laden, que o seqüestram e levam para um morro qualquer, com o intuito de conseguir o resgate para comprar mais armas da polícia por causa da guerra com outro morro.
Ao chegar no barraco e ser devidamente “instalado”, Michael é apresentado para o “dono” do morro e responsável por ele estar ali. O ‘dono” é um garoto magro, com espinhas, meio louro, de 17 anos que é conhecido por “He-Man”. Para cuidar do seqüestrado, He-Man destaca uma de suas namoradas, a gostosona Jô que passa a alimentar e cuidar do garoto. Logo um triângulo se estabelece e abre precedentes para um monte de coisa acontecer.
Após um pequeno prólogo, Dapieve conta sua história do ponto de vista dos três envolvidos, exemplificando bem a diferença entre eles tanto na maneira de se expressar quanto na maneira de enxergar a sua vida e o mundo que os cerca. “Black Music” com sua narrativa ágil, entrecortando mundos, culturas e referências, diverte ao mesmo tempo em que cutuca uma ferida que já se encontra aberta, expondo ela de um ângulo relativamente “novo”.
“Black Music” convence bem e vale a leitura.
Para saber mais sobre o livro anterior do autor, passe aqui.terça-feira, 11 de novembro de 2008
R.E.M - Via Funchal (SP) - 10.11.2008
domingo, 9 de novembro de 2008
Festival Planeta Terra - Vila dos Galpões (SP) - 08.11.2008
sábado, 8 de novembro de 2008
Mombojó - Stúdio Sp (SP) - 07.11.2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
"Acima da Chuva" - Volver - 2008
domingo, 2 de novembro de 2008
"Dear Science," - Tv On The Radio - 2008
Era outubro de 2006 e eu escrevia aqui no Coisapop sobre o disco “Return To Cookie Mountain” do Tv On The Radio: “o som da banda soa como se David Bowie encontrasse o Radiohead em “Ok Computer”, com a mixagem do Massive Attack e a produção de Brian Eno, com lançamento pela Motown”. Era isso. E era muita coisa mais. O quinteto do Brooklyn lançava uma obra-prima que soprava novidades para todos os lados.
Dois anos se passaram e chega a vez de Tunde Adebimpe (vocais), Kyp Malone (guitarras e vocais), Gerard Smith (baixo), Jaleel Bunton (bateria e percussão) e David Sitek (guitarras, pianos, programações e produção), lançarem o sucessor do aclamado disco de 2006. “Dear Science,” chega para mostrar a evolução da banda e ratificar todo o seu talento em mais um grande trabalho.
O Tv On The Radio de 2008 soa um pouco mais pop, o que no seu caso não significa nada gratuito ou ligeiro. Todas as texturas, junções e montagens ainda estão presentes. A mistura de funk, jazz, soul, rock, pop, blues e o que mais tiver pela frente, continua fortemente presente, ainda sendo uma tarefa bastante árdua definir a banda ou enquadrá-la em algum rótulo específico.
“Dear Science,” já começa em ritmo de avalanche com a batida frenética e o climão que depois toma conta de “Halway Home”. “Crying” chega mais lenta um pouco, quase um soul, antes de começar a embaralhar um riffzinho meio funk no meio. “Dancing Chosse”, a mais curta do disco, convida para dançar e detona um hip hop cheio de vanguarda, que depois recebe uma bela melodia sessentista.
“Stork And Owl” chega com pequenos efeitos no ínicio, criando uma cama toda especial para o vocal que lembra desde Bono, até Bowie e Lou Reed, enquanto os climinhas vão se dissipando no ar. “Golden Age” é quase uma disco-music, com vocal em falsete, chegando em uma pequena apoteose no refrão. “Family Tree” de letra bastante intensa e com um piano tomando a frente é uma das mais fortes canções do trabalho. Muito bonita.
“Red Dress” mistura funk, com o rap dos anos 80 e 90, para explodir mais na frente, enquanto os metais coordenados pelo saxofonista Martin Perna tomam a canção. “Love Dog” carrega um bonito arranjo vocal, enquanto as bases são quebradas constantemente. “Shout Me Out” vem charmosa, bem pop, apesar dos efeitos que a circundam. “DLZ” começa meio R&B e vai ganhando em peso mais pro final. “Lover´s Day” encerra a conta, mantendo o alto nível.
Com “Dear Science,”, O Tv On The Radio se consolida de vez no cenário mundial e crava mais um excelente disco na sua curta carreira, que ainda promete muito, mas muito mais pela frente. Pare, sente, escute, aprecie e depois escute novamente e novamente um dos melhores trabalhos de 2008.
Site Oficial: http://www.tvontheradio.com
My Space: http://www.myspace.com/tvotr
Mais sobre a banda no Coisapop, passe aqui e aqui. quinta-feira, 30 de outubro de 2008
"Life As a Sinner" - Grenade - 2008
Rodrigo Guedes parece ser o tipo de cara que não desiste nunca. Enquanto o rock brasileiro passava por maus momentos nos anos 90, ele tocava o Killing Chainsaw, banda cultuada até hoje no cenário independente. Quando a banda acabou, montou o Grenade e manteve a excelência no disco de estréia homônimo de 2004. Rodrigo Guedes é um daqueles caras que tocam seus projetos cantando em inglês e fazem bonito.
O Grenade que atualmente está se preparando para um novo disco (sem data confirmada), colocou de maneira gratuita na web esse ano, “Life As a Sinner”, o sucessor do primeiro trabalho que foi gravado em 2005 e deveria ter dado luz em 2006, mas por problemas diversos, só chega agora aos nossos ouvidos. “Life As a Sinner”, abraça de vez o rock americano de maneira geral, esquece um pouco os improvisos e enche o ar de guitarras e boas melodias.
Tudo passa para cima e envolvente, com influências do rock americano safra 80, com toques dos anos 90. Pode escolher entre faixas como “You Know”, “The Laws”, “Something Is Gonna Change Now”, “Babe You Have No Faith On Me”, “Something Between Me And You Will Break” ou “Secretly” que tudo desce redondo, redondo, sem qualquer efeito colateral.
Rodrigo e seus comparsas, Paulo Gutierrez (baixo), Vitor Gorni (bateria) e nesse disco ainda o Eric (guitarra), promovem um rock competentíssimo, sem data de validade para consumo. Longa vida ao Grenade!
Site Oficial: http://www.grenade.com.br
Blog: http://www.grenadeband.blogspot.com
Para baixar “Life As a Sinner”, disponibilizado pela banda, passe aqui.terça-feira, 28 de outubro de 2008
"Soul" - Seal - 2008
Ficar marcado para o resto da vida por causa de uma só coisa deve ser frustrante. Isso no mundo da música é bem pior. Vários artistas ou bandas serão sempre lembrados apenas por uma música, limitando suas carreiras a isso. Algumas vezes isso pode ser justo, mas em outras é completamente injusto. O cantor inglês Seal, cabe muito bem nesse segundo grupo.
Muitos lembram dele apenas como o cantor dos sucessos “Kiss From A Rose” e “Crazy”, como se sua carreira fosse somente isso. Desde 1991 lançando discos, o cantor sempre fez uma mistura bem azeitada de dance music com o soul. Apesar de alguns deslizes durante os anos, resultando em discos bem mais ou menos, o saldo de sua vida artística pode ser considerado bom.
Após lançar o apenas mediano “System” no ano passado, o cantor volta em 2008, com o álbum “Soul”, em que revisita onze grandes canções do genêro, passando por nomes como Sam Cooke, James Brown, Otis Redding e Al Green. Sobre o trabalho o músico falou: “esse é um disco atemporal e que agrega muito do que sempre ouvi. Era inevitável gravar algo disso”.
Em “Soul”, Seal dá um verdadeiro show, canta com paixão um repertório muito bem escolhido variando entre estandartes e canções menos conhecidas, destilando todo o seu talento vocal. O libelo sessentista “A Change Is Gonna Come” de Sam Cooke abre os trabalhos em arranjos inspirados, para ser seguido por uma bela sequência de canções que merecem ser escutadas diariamente.
Destaques maiores para as versões de “I've Been Loving You Too Long” de Otis Reding, a ensolarada “It´s Alright” dos Impressions, a balada “If You Don't Know Me By Now” (já gravada pelo Simply Red) do Harold Melvin and the Blue Notes, aqui em versão inspiradíssima e uma bonita e emocionante releitura do clássico “Stand By Me” de Ben E. King, imortalizada por John Lennon.
Vale bem a pena.
Site Oficial: http://www.seal.com domingo, 26 de outubro de 2008
"Bella" - 2006
O que fazer quando sua vida desanda? Seja por um pequeno detalhe, um capricho do destino ou por culpa de decisões que você tenha tomado. O que fazer para seguir em frente? Como consertar um pedaço de tudo? Essas perguntas são apresentadas durante a vida em menores ou maiores escalas, dentro de pequenos frascos ou em embalagens de 2 litros, mas sempre se fazem presentes e como respondemos a elas, podem definir uma parte do futuro.Em “Bella”, filme do diretor Alejandro Gomez Monteverde, essas perguntas se fazem presentes a todo momento. Originalmente produzido em 2006, somente este ano desembarcou no país, sina de grande parte dos filmes independentes produzidos mundo afora. “Bella” carrega em seus personagens o sentimento de perda, de incapacidade de reagir e de tristeza, que precisam ser suprimidos em busca de redenção ou de uma nova vida. No longa, somos apresentados a José (Eduardo Verástegui) um jogador de futebol que acaba de acertar sua transferência para um grande clube da europa, quando um acidente muda toda sua vida. Nina (Tammy Blanchard) é uma garçonete que já não tem uma vida muito fácil e vê tudo girar quando descobre que está grávida e acaba de perder seu emprego no restaurante em que José, agora longe do futebol, é o chef da cozinha. Em meio a isso, Nina se vê amparada por José e pela primeira vez parece ter algum conforto. José por sua vez encontra em Nina uma maneira de erradicar todos os pequenos conflitos e culpas que carrega em si. Com uma direção bem competente, trazendo a cidade de Nova York em alguns momentos como coadjuvante e com um bom trabalho dos atores, principalmente da dupla principal, “Bella” consegue com simplicidade ser um ótimo filme. “Bella” é um filme que versa sobre a vida, sobre família, sobre seguir em frente, ultrapassar obstáculos, espantar nossos demônios e culpas e achar novos caminhos. Um filme que não vende ilusões (apesar de elas estarem presentes) e centra seu foco na força dos seres humanos em não pararem, mesmo que estejam um pouco feridos e mal tratados. Um filme assim faz muito bem de vez em quando. Site Oficial: http://www.bellamoviesite.com
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