segunda-feira, 15 de setembro de 2008

"Chapter 9" - Ed Motta - 2008

O carioca Ed Motta já fez de tudo nos seus discos. São 20 anos de carreira embalados pelas mais diversas faces. Passou com extrema habilidade pelo soul e funk, experimentou muito com o jazz e suas facetas, foi pop e fez dançar com seus manuais práticos que continham hits de mão cheia, além de flertar com diversos outros estilos. Em 2008, Ed chega ao seu nono trabalho de inéditas e consuma um namoro que já vinha se espalhando por toda sua carreira.
“Chapter 9” sai pela gravadora Trama com download gratuito para todas as faixas. E nesse novo disco o artista finalmente canta somente em inglês, namoro antigo e sempre presente na sua carreira, vista sua imensa gama de influências. Mais uma vez o cara toca tudo extremamente bem e ainda manda na produção e nos arranjos. As letras em sua maioria são do inglês Rob Gallagher e a primeira faixa é em parceria com Cláudio Botelho.
“Chapter 9” contêm dez canções que rondam vários estilos, alguns não tão explorados anteriormente como o rock e outros já habituais como o soul, sempre com a inegável maestria. Sem dúvida um dos grandes trabalhos do ano e um dos melhores da carreira do músico. Simplesmente não dá para deixar de voltar para tocar novamente. Apesar das facetas já conhecidas, “Chapter 9” acrescenta muita coisa “nova” na concepção musical de Ed Motta.
“The Man from the Oldest Building” abre com extrema dose de psicodelia e lisergia, “You Supposed To Be” é totalmente oitentista, carregada de teclados, “Twisted Blue” é um soul um pouco mais habitual, “The Runaways” soa vigorasamente pop, daquelas para sair cantando e “Saint Christopher´s Last Sand” é um flerte aberto com os anos 60, com bons toques ao começo dos 80.
“Tommy Boy´s Big Mistake” é a melhor faixa do album, um rock n´ roll setentista que poderia ter saído de qualquer disco do Led Zeppelin, dando a curiosidade de um disco do artista só com rock. Muito boa. Para completar, ainda temos o reggae psicodélico de “The Sky Is Falling”, o soul encontrando o jazz em “The Carataker” e a dobradinha “Georgie And The Dragons”/ “Ikarus On The Stairs” para encerrar.
Em “Chapter 9”, Ed Motta continua cantando de maneira extraordinária, usando e abusando de um repertório estiloso e inspirado. Um disco para escutar constantemente e aumentar o som no último volume quando “Tommy Boy´s Big Mistake” invadir o som com suas guitarras e gritos.
Baixe o disco em: http://albumvirtual.trama.uol.com.br

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

"Show de Bola" - 2008

Andando pelo shopping essa semana, entrei no cinema para encarar o filme “Show de Bola” no comecinho da noite. Entrei na sala não esperando muita coisa, sabe como é né? Tema batido, direção de um estrangeiro dando seu famoso “ponto de vista” sobre as coisas, etc e tal. Mas como as outras opções não eram tão atrativas, encarei essa uma hora e quarenta minutos que a produção passa pela tela.
A verdade é que as suspeitas iniciais se confirmaram. Tirando um ou outro bom momento “Show de Bola” passa longe de valer a gíria que sustenta seu nome. O diretor alemão Alexander Pickl carrega nos estereótipos e apresenta alguns problemas técnicos de execução. O elenco em sua grande parte, além de ser mal dirigido não tem uma trama assim tão exemplar para se apoiar.
Nessa trama, estamos no Rio de Janeiro e somos apresentados a Tiago (o ator Thiago Martins em bom trabalho), um moleque da favela que vê seu pai ser morto e enquanto cresce, alimenta o sonho de ser jogador de futebol e brilhar no seu time de coração, o Fluminense. Tiago é bom de bola e vê nela como tantos outros, a chance para escapar da miséria e de um meio que leva seus amigos para o tráfico sem ter mais volta.
Mas o processo para brilhar nos campos não é nada simples ou fácil. Enquanto batalha para isso é preciso cuidar da sua mãe doente, lidar com seu irmão Marcos (o ótimo Gabriel Mattar) que faz as vezes de pai, lhe cobrando o desempenho escolar, por exemplo, como também ver seu melhor amigo Sabiá (Luís Otávio Fernandes) ir literalmente ladeira abaixo.
Para conseguir seu sonho, Tiago conta com a ajuda do traficante da favela, Tubarão (um Lui Mendes em desempenho abaixo do que é capaz) que ao mesmo tempo que parece ser sua redenção, acaba por deixar sua vida ainda mais dificil. A encruzilhada se apresenta e Tiago precisa saber o que fazer. “Show de Bola” não convence em momento algum. Nem na trilha sonora. Tudo parece copiado demais, forçado demais e com bons ingredientes de menos.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

III Festival Se Rasgum - 18,19 e 20 de Setembro

"Salve, salve minha gente amiga..."

No próximo final de semana de setembro (18,19 e 20) acontece em Belém/PA, o III Festival Se Rasgum. Apostando em novas ideias e um formato mais amplo, além de contar com o sucesso das duas primeiras edições, o evento de 2008 tem tudo para ser inesquecivel.
Se liga na programação:
Dia 19 - Sexta
Plebe Rude (DF)
Laurentino Style (PA)
Montage (CE)
SequestrodamentE (PA)
O Garfo (CE)
Dia 20 - Sábado
Autoramas (RJ)
Metaleiras da Amazônia (PA)
Curumin (SP)
Wado (AL)
Manacá (RJ)
Do Amor (RJ)
Dia 20 - Domingo
Soatá (DF)
Telaviv (PA)
Paulo Luamin (PA)
Pianuts (PA)
Mais Informações em:
http://www.serasgum.com.br
Se liga, não dá para perder.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

"Famíla Soprano" - Sexta Temporada

Há todo um mercado envolvendo as séries televisivas nos últimos anos. Dentre todas poucas são realmente exepcionais, apesar de existirem muitas séries boas. No rol dessas exepcionais, “Familia Soprano” merece um lugar de destaque. Elaborada pelo HBO em 1999, percorreu seis temporadas que cativaram fãs e mais fãs, chegando ao fim no ano passado. Todas as temporadas estão disponiveis no Brasil.
Durante o decorrer dos anos, “Familia Soprano” abocanhou vários prêmios Emmy como o de melhor série dramátiva, melhor ator (James Gandolfini), melhor atriz (Edie Falco) e melhor ator coadjuvante (Michael Imperioli). Na sexta e última temporada da série, todos os temas explorados se encontram em um ápice marcado por episódios como “Members Only”, “Soprano Home Movies”, “The Blue Comet” e “Made In America” que encerra tudo.
Um dos maiores méritos da trama sempre foi não se apoiar somente nas influências de “O Poderoso Chefão” vinculados diretamente ao universo da máfia italiana explorada na tela, como também escavar os relacionamentos amorosos, familiares além das dores, perdas e alegrias dos personagens envolvidos dentro do processo. Na sexta temporada, a tão anunciada guerra entre Anthony Soprano (Gandolfini) e Nova York finalmente eclode com efeitos até certo ponto surpreendentes.
Enquanto a guerra explode, as tramas paralelas dos demais personagens continuam na sua ciranda entre salvação e pecado, adequação e intranquilidade. No capitulo final, quando a música “Don´t Stop” da banda Journey invade o som, o produtor David Chase brinca um pouco com o fato da série parar e deixa ao telespectador uma sensação que já se embarga de saudade.
“Familia Soprano” é daquelas séries para se ter completa na estante da casa.
Site Oficial:
http://www.hbo.com/sopranos

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

"Os Leões de Bagdá" - Brian K. Vaughan & Niko Henrichon

Em abril de 2003, os USA bombardeavam ferozmente a cidade de Bagdá, capital do Iraque. A guerra entre os dois países que nunca foi devidamente justificada pelos americanos, arrasou a cidade iraquiana promovendo inúmeras mortes e causando muita destruição. Naquele abril, o zoológico da cidade também foi atacado e centenas de animais saíram no meio do caos, entre eles estavam quatro leões.
É a partir dessa história verídica que Brian K. Vaughan (do excelente “Ex-Machina”) e Niko Henrichon criaram a graphic novel “Os Leões de Bagdá”, que originalmente foi lançada em 2006 com o título “Pride Of Baghdad”. Vaughan premiado por suas obras anteriores sempre gostou de adicionar cunhos politicos aos enredos e não é diferente neste trabalho. Sua narrativa aliada a arte magnifica de Henrichon, produzem uma obra de alto valor.
Na sua trama, Vaughan cria uma identidade para cada um dos qautro leões, que ao falarem e interagirem entre si e com os outros animais, determinam uma parábola que choca e emociona ao mesmo tempo, repleta de momentos trágicos e de uma realidade que destroçou tantas vidas e familias. Na sua narrativa o conceito de liberdade é mostrado tanto pelo lado de quem acha que a está dando, como pelo lado de quem a está recebendo.
A arte de Henrichon é outro ponto para se destacar, limpa e utilizando muito bem as cores, retrata de maneira bastante real o cenário e Bagdá nesses dias e o céu que a cobria. “Os Leões de Bagdá” é uma graphic novel que já nasce clássica, funcionando como um prisma inusitado de uma guerra brutal, sem muita lógica, promovida por toques de caixa e interesse pessoal dos senhores do Tio Sam. Totalmente recomendável.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

“Hellboy II – O Exército Dourado” - 2008

Quando há alguns anos Guillermo Del Toro levava a história de Hellboy, a criação exepcional que Mike Mignola tinha concebido nos quadrinhos para a grande tela, fiquei um pouco com o pé atrás. No entanto o diretor fez um bom primeiro filme, que abriu o caminho para a continuação “Hellboy II – O Exército Dourado”, que mantêm o bom nivel, apesar de alguns pequenos deslizes.
No novo trabalho, o diretor continua contando com o apoio de seu criador Mike Mignola, levando o filho do inferno a aventuras muito mais repletas de seres mágicos e lendas muito antigas. O elenco principal se manteve, Ron Perlman continua mandando muito bem na pele do vermelhão, Selma Blair continua sendo Liz, dessa vez com muito mais brilho e Doug Jones interpreta novamente o aquático Abe Sapien. A manutenção do elenco é um dos pontos fortes do filme.
Na trama, o anti héroi se vê em algumas encruzilhadas entre uma cerveja e outra. Primeiro precisa lidar com seus aparecimentos mais frequentes aos olhos do público e sua posterior reação a isso, também precisa se preoucupar com sua vida a dois com Liz, além de ser arremessado no meio de uma guerra secular que pode levar a raça humana a destruição, precisando escolher o lado em que realmente está.
Hellboy é um personagem cheio de dualidades e esse novo filme retrata bem isso. Enquanto um principe antigo vem acabar com um trato antiquissimo entre os seres mágicos e a humanidade, correndo atrás da coroa que reativará o indestrutível exercito dourado, o garoto vermelho se vê como um monstro (que o é) e precisa pensar seriamente se vai seguir o seu anunciado destino ou escolher algo mais nobre.
Carregado de ótimos efeitos especiais e com momentos memoráveis, como Hellboy e Abe entoando “Can´t Smile With You”, baladaça de Barry Manilow, enquanto entornam cervejas e mais cervejas buscando a solução para os seus problemas amorosos. Simplesmente fantástico. Guillermo Del Toro consegue de novo, deixando os fãs contentes (pelo menos a maioria) e continuando a saga do vermelhão na grande tela. Diversão mais que garantida.

domingo, 31 de agosto de 2008

"How To Walk Away" - Juliana Hatfield - 2008

Quem viveu o começo dos anos 90, com certeza se lembra de Juliana Hatfield com muito carinho. Mesmo com bandas como Nirvana, Pearl Jam e Smashing Pumpkis produzindo grandes discos, Juliana aparecia bastante na mídia (por vários motivos) e era queridinha daqueles que gostavam de college rock. O tempo passou e nem sempre foi bom para a cantora, que mesmo assim seguiu em frente e em 2008 crava mais um bom disco na sua carreira.
Juliana Hatfield nasceu em 27 de julho de 1967 na não tão glamourosa Wiscasset no Maine, USA. Na segunda metade dos anos 80, montou sua primeira banda, Blake Babies, que fez relativo sucesso e angariou boas criticas na época. Quando a banda acabou Juliana, fez parte de um dos clássicos dos 90 empunhando o baixo em “It´s A Shame About Ray”, junto com o Lemonheads de Evan Dando.
Em todos esses anos coleciona bons trabalhos como “Hey Babe” de 1992, “Only Everything” de 1995 e “In Exile Deo” de 2004. Aos 41 anos, lança o seu décimo trabalho, intitulado “How To Walk Away”, em que faz tudo aquilo que sempre foi competente, pop simples com boas melodias e refrões para cantar junto. Nada de invencionices como em algum de seus registros anteriores.
São dez canções que transitam dentro do universo preferido da cantora, que conta com as paredes pintadas regularmente de pop, college rock e boas pinceladas de folk. Tudo passa leve e tranquilo em faixas como “The Fact Remains”, “Just Lust”, “Now I´m Gone” , “This Lonely Love” (com participação de Richard Butler) e “Such A Beatiful Girl” (com Mattew Caws do “Nada Surf”).
Juliana Hatfield está de volta com mais um bom disco. Não precisa tocar trombetas, sinos ou algo assim. Bote apenas para tocar. nos narra as várias as várias fases de um namentoentenciado
Site Oficial: http://www.julianahatfield.com
My Space: http://www.myspace.com/julianahatfield

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

"Star Wars:The Clone Wars" - 2008

Depois de expandir sua saga “Star Wars” para diversos tipos de mídias, George Lucas coloca mais um produto no mercado. “Star Wars: A Guerra dos Clones” chega aos cinemas com o intuito de ser um complemento para explicar a tal guerra tão citada nas duas trilogias oficiais. Em formato de animação o longametragem é um produto totalmente direcionado para os fãs e não passa muito distante disso.
A ação se passa entre os episódios I e II e busca complementar aquilo que já foi mostrado em outras mídias, tais como uma série de quadrinhos e animações feitas para o Cartoon Network. A animação também será expandida e chegará ao mercado norte americano ainda esse ano em forma de seriado. Sobre a direção de Dave Filoni e a evidente produção executiva do idealizador a trama se desenvolve.
Nela vemos Anakin Skywalker (que é sempre bom lembrar viria a se tornar o temido Darth Vader no futuro) e Obi-Wan Kenobi no meio da guerra entre os separatistas e a República que deflorará a criação do Império posteriormente. No meio de todas as batalhas que são travadas, os dois são destacados para encontrar o filho do criminoso Jabba, The Hut que foi sequestrado, o que resultará em uma grande vitória no que tange a aliança com este e a abertura de novas rotas para a guerra.
Enquanto busca conquistar o apoio de Jabba, Anakin ainda precisa “cuidar” da sua aprendiz padawan Ashoka Tano e lidar com o Conde Dookan e sua cruel assassina. Ao mesmo tempo Obi-Wan Kenobi procura costurar apoio enquanto parte sempre em auxilio do seu ex-pupilo. Durante o filme todas as estrelas da saga aparecem como Mace Windu, Mestre Yoda, Padmé Amidala, R2-D2 e C-3PO, entre outros.
“Star Wars: A Guerra dos Clones” retoma um pouco o clima da primeira trilogia iniciada nos anos 70, mais leve e bem humorada, no entanto não adiciona muito em termos técnicos e nem em grandes revelações. Para quem não é fã da saga de George Lucas, não deve valer lá muita a pena. Para quem gosta, no entanto, apesar de não ser um prato cheio, serve com bom gosto.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

"Viva La Vida or Death and All His Friends" - Coldplay - 2008

Deixei passar um pouco a poeira desse lançamento, escutei bem durante alguns meses antes de tecer algumas frases sobre ele por aqui. Até tava desisitindo de escrever, tudo meio que já havia sido escrito, mas, no entanto, porém, hoje tava escutando e deu vontade de deixar umas palavras. Antes de mais nada devo confessar que não sou grande fã do trabalho do Coldplay.
Até gosto (bem) de músicas como “Trouble”, “Yellow”, “In My Place” e “God Put a Smile Upon Your Face”, mas em termos gerais sempre achei Chirs Martin apesar de talentoso, pretensioso demais, caracteristica que acabava por deixar seu trabalho chato e sem sal. Sempre brinquei que o Travis era tudo que o Coldplay queria ser e não conseguia. Isso dá uma boa mudada com o lançamento de "Viva La Vida or Death and All His Friends".
Olha que escutei muito esse disco até me convencer e afirmar que é um dos melhores de 2008. Para estar no Top 10 com certeza. A maior parte da culpa pode ser creditada tranquilamente a dupla de produtores Brian Eno (que dispensa apresentações) e Markus Dravs (Arcade Fire) que limpou o som do Coldplay e fez ganhar uma energia capaz de fabricar aquelas canções que são cantadas por um estádio cheio, como a banda em que o trabalho mais se inspira, o U2.
A sonoridade do U2 está por todos os lados e em quase todos os instrumentos. Isso ao mesmo tempo que deixa as canções com um clima interessante, às vezes enche o saco por parecer tanto. Tudo em “Viva La Vida or...” está melhor. A maneira de Chris Martin cantar, suas letras, as guitarras e principalmente os teclados que aqui passaram a ser mais sabiamente utilizados do que anteriormente.
Canções como a instrumental “Life In Technicolor” que abre o disco, “Lost!”, as excelentes “Lovers In Japan”, “Viva La Vida” ou “Violet Hill” (uma das músicas de 2008), podem tocar e tocar que você continuará cantando. Muitos afirmaram que este é o melhor disco gravado pelo U2 nos últimos anos, o que é uma grande maldade, mas sem dúvida "Viva La Vida or Death and All His Friends" é o melhor trabalho da carreira do Coldplay. Pode anotar.
Site Oficial: http://www.coldplay.com

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

"Lady Vingança" - 2005

“Lady Vingança” é o filme que fecha a trilogia sobre vingança feita pelo diretor sul coreano Park Chan-Wook. Antes dele vieram “Mr. Vingança” de 2002 e o excelente “Old Boy” de 2005. Comparado com seu predecessor, “Lady Vingança” tem uma linha argumentativa mais coesa mas perde em energia e visceralidade para “Old Boy”. Com algumas semelhenças com “Kill Bill” do Tarantino, temos outro grande filme desse diretor sul coreano.
A direção mais uma vez é um dos pontos mais fortes do longa assim como o trabalho do personagem principal. Temos uma trama que pula de um ponto para outro sem aviso prévio, mas que no entanto se faz entender bem. O diretor também brinca em diversos momentos na tela, parando cenas, sobrepondo imagens ou gerando toques de fantasia. Outro bom destaque é o humor negro que de maneira sucinta se espalha pela película.
Na história, somos apresentados a Lee Geum-Ja (interpretada de maneira brilhante pela atriz Lee Young-Ae) que depois de ficar presa por treze anos retorna a sociedade. Ela foi presa por sequestrar e assassinar uma criança, crime esse que apesar de ter assumido, não cometeu. Durante o tempo que esteve na cadeia além de forjar inúmeras amizades e “alianças”, quase que em sua totalidade por caminhos não muito virtuosos, ela aproveitou para tramar sua vingança contra o responsavel pela ruína da sua vida.
Enquanto somos apresentados a todas as mulheres que Lee Geum-Ja conheceu na cadeia, aos crimes que elas cometeram e o seu tempo de prisão, o diretor vai relacionando estas com a personagem principal dentro do presente, em que busca de maneira confusa e ao mesmo tempo obstinada o seu objetivo. A partir daí temos dilacerações de moral envoltas em uma espiral que mexe basicamente em questões de familia, enquanto promove-se situações cada vez mais inusitadas.
“Lady Vingança” é um filme um pouco menor que “Old Boy”, mas mesmo assim aponta para a excelência em diversos momentos, tanto pelo roteiro nada óbvio (apesar do tema recorrente) quanto pela atuação os personagens envolvidos e dos temas trabalhados que buscam ao final de toda a vingança planejada, uma redenção para Lee Geum-Ja. Um filme para ser visto, sem dúvida.
Sobre “Old Boy”, passe aqui.