segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

E que venha 2019.


Salve, salve, minha gente amiga.

O ano que termina hoje supera 2017 em vários quesitos preocupantes. Os resultados drásticos das eleições que são oriundos em uma análise mais ampla do golpe (nem tão) disfarçado que o país sofreu escancarou uma direita extremada, intolerante e feroz que irá perseguir minorias e aqueles que pensam diferente. A religião, principalmente (mas não somente) pela igreja evangélica se junta ao Estado e já anuncia o nosso retorno para a idade média ou mais longe ainda. O conservadorismo burro e tosco parece ser a moeda da vez, não só no Brasil, mas em outros países do mundo. São tempos preocupantes, muito preocupantes.

Esse clima, esse cenário distópico absurdo, faz com que qualquer conquista pessoal – por mais árdua e gratificante que seja – fique em segundo plano. Ou pelo menos deveria ficar. Contudo, acima disso, acima do medo, existe a missão de cada um de combater, de ajudar quem precisa, de dar a mão, de levantar do chão. De brigar por direitos iguais, por um país mais justo para todos, por um lugar onde as pessoas possam ter pleno domínio da vida e de seus corpos e onde todos tenham oportunidade de sonharem além. É preciso combater cada notícia falsa que se apresentar, cada comentário estúpido e racista na mesa do bar, cada atitude mesquinha e egoísta que seja possível.

O blog fez 13 anos em 2018 e continuamos vivos, sendo atualizado do jeito que consigo, com a missão cada vez mais primordial de espalhar cultura para aliviar o caos mental e principalmente servir como força para seguir em frente, nem que seja só um pouquinho. Quadrinhos e literatura continuaram a ser o foco em 2018 e assim deve permanecer em 2019 (porém, o cinema deverá ganhar mais espaço novamente).

No mais, não dá para conversar muito mais sobre o ano do blog ou meu ano pessoal. Infelizmente. Os horizontes que se apresentam não são dos mais leves ou belos, mas iremos persistir. Do jeito que dá. No dia a dia acima das redes sociais. A esperança existe e nesse momento é por ela que devemos brigar. Fazendo o melhor para transformar nossa rua, nosso bairro, nossa cidade, em um lugar de mais amor, tolerância, compaixão, diversidade, criatividade e generosidade. Tarefa das grandes, eu sei, mas extremamente precisa. 

E que a cultura sirva para aplacar as dores e instigar o pensamento, como sempre.

É isso, não tem como fugir. 2019 está aí. Vamos juntos. Seremos resistência.

Paz Sempre.



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