sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

"With Love and Squalor" - We Are Scientists - 2006

“With Love and Squalor” do trio de Nova York We Are Scientists foi um dos bons álbuns lançados no ano passado. Se não teve fôlego para emplacar os tops de muita gente, ficou com certeza ali beirando uma posição, graças ao seu disco de estréia. Na estrada desde 2000, Keith Murray (guitarra e vocal), Chris Cain (baixo e backing vocals) e Michael Tapper (bateria e backing vocals) desembarcaram em 2006 no Brasil para um show bastante comentado no Nokia Trends, pautado pela energia da banda e pelos riffs matadores de guitarra. O disco já abre de maneira matadora com “Nobody Move, Nobody Get Hurt”, uma das melhores canções de 2006, capaz de levantar defunto e fazer o mais tranqüilo dos seres humanos sair pulando à toda. Na seqüência mais dois petardos que parecem ter saído diretamente do pós punk dos anos 80, “This Scene Is Dead” e “Inaction”. E ainda tem “Callbacks”, o hit “The Great Escape” e “Lousy Reputation”. Os cientistas botam toda sua ciência a serviço do rock n´ roll, que merece ser tocado em último volume, principalmente pelas guitarras e vocais de Keith Murray. Com seu disco de estréia, o “We Are Scientists” aparece como uma grande promessa para os próximos anos. Mas, enquanto os próximos anos não chegam, a boa pedida é curtir esse “With Love and Squalor”. Vá fundo!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Top Top - Os Melhores de 2006

Salve, salve...



Colocamos hoje no CoisaPop, os melhores de 2006 na nossa humilde mas sempre pretensiosa opinião:

Melhor Disco Nacional: 
1- O Homem Espuma - Mombojó  
2- Superguidis - Superguidis
3- Carioca – Chico Buarque
4- O Grande Passeio do Stereoscope - Stereoscope  
5- Bogary - Cascadura  
6- Fora de Órbita - Prot(o)  
7- Por um Rock n´Roll mais Alcoólatra e Inconsequente - Rock Rocket  
8- Anotherspot - Pelv´s 
9- La Re-Vuelta - Los Pirata 
10- Músicas que Caem em Pé e Correm Deitadas (EP) - Bazar Pamplona  

Melhor Música Nacional:
1- Semáforo - Vanguart
2- Lospi Gospel – Los Pirata
3- Gênio Incompreendido - Violins
4- O Raio que o Parta - Superguidis
5- Agora eu Sou o Vilão – Bazar Pamplona  
6- Realismo Convincente - Mombojó  
7- Ruradélica - Supercordas
8- Hoje é o dia - Telesonic  
9- 1932 - Pullovers  
10- Cerveja Barata - Rock Rocket 

Melhor Disco Internacional:  
1- The Great Eastern – James Dean Bradfield
2- Subtítulo – Josh Rouse  
3- Modern Times – Bob Dylan
4- Return To Cookie Mountain – Tv On The Radio
5- Sam´s Town – The Killers
6- Boys & Girls In America - The Hold Steady  
7- Eyes Open - Snow Patrol
8- Rather Ripped - Sonic Youth  
9- Broken Boy Soldiers - The Racounters  
10- Civilian - Boy Kill Boy 

Melhor Música Internacional:
1- Province – Tv On The Radio
2- Crazy – Gnalrs Barkley  
3- Say Hello To The Pope – James Dean Bradfield
4- Pull Shapes – The Pipettes
5- Steady, as She Goes – The Racounters 
6- Whatever This Town - Eskobar
7- Bones - The Killers
8- Working Man´s Blues nº 2 - Bob Dylan
9- I Bet You Look Good On The Dancefloor - Arctic Monkeys  
10- Nobody Move, Nobody Get Hurt - We Are Scientists 

Paz Sempre!!

sábado, 6 de janeiro de 2007

Skin And Bones - Foo Fighters - 2006

O Foo Fighters é uma banda bacana, sempre foi. Desde que Dave Grohl começou com o projeto em 1995 ouvindo de tudo e de todos que era um aproveitador barato por surfar em cima da chama de sua ex-banda, o Nirvana, enquanto seu desejo era justamente o contrário, era ir ao inverso de tudo isso. A banda sempre lançou discos um pouco acima da média, conquistou fama, alçou hits nas paradas de todo o mundo, ganhou Grammy e o escambau, deixando Grohl sair da sombra de seu ex-amigo e parceiro Kurt Cobain - uma lenda vida do rock - mesmo que tenha seguido seus passos em grande parte de suas canções. Em 2005 a banda lançou aquele que provavelmente seja seu melhor álbum, “In Your Honor”, um disco duplo de estúdio que conta com uma divisão individual de canções elétricas e outras em formato acústico, com participações especiais, gerando um dos grandes lançamentos daquele ano. A banda organizou algumas pequenas turnês acústicas para a divulgação do disco e então resolveu lançar um disco e DVD ao vivo, que resgatasse esses momentos. Tudo bem que é o primeiro ao vivo da banda e nada contra quem lança álbuns desse tipo, alguns até são clássicos, mas foi a primeira grande pisada na bola do Foo Fighters na sua carreira. A gravação ao vivo foi realizada em três apresentações no Pantages Theater em Los Angeles (EUA). “Skin And Bones” (na tradução fica “Peles e Ossos”), teve a participação de Petra Haden no violino, Pat Smear (Ex-Fighters e Nirvana) nos violões e Rami Jaffee do Wallflowers no piano e teclados. Lançar algo ao vivo só se justifica quando as músicas são modificadas e saem do óbvio (como o próprio Acústico MTV do Nirvana), ou quando trazem aquela energia, aquela força que consolida uma banda frente ao seu público com versões não habituais, covers e tudo mais que se tem direito. Não é o caso. O disco não passa de razoável, trazendo boas canções do disco anterior como “Razor” que abre o disco, “Friend of a Friend” e “Another Round”, mas não consegue se sobressair pelo simples fato de que as grandes canções da banda carecem ser tocadas em último volume, com vocais gritados puxando os refrões ganchudos. “My Hero” (apesar do ótimo piano), “Everlong”, “Times Like These” e “Best Of You” não funcionam e deixam aquele desejo de que poderia ter sido melhor. Os destaques do disco são “Walking After You” e “Big Me” que conseguem soar tão bonitas quanto suas versões originais e a versão de “Marigold”, lado B do Nirvana lançado na caixa “Heart Shaped Box”. Além de “February Stars” que ganhou uma delicadeza e uma vibração peculiar. No mais, só vale se você for muito fã da banda, senão pode deixar passar batido, pois há mais ossos que pele nesse novo disco da banda de Dave Grohl, que poderia ter feito como uma de suas bandas prediletas, o Pixies e lançado um acústico bem mais interessante.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

"Young For Eternity" - The Subways - 2006

Em 2005, a música “Oh Yeah” foi selecionada pela Coca Cola para fazer parte de um dos seus comerciais. A banda responsável pela música se chamava The Subways, oriunda de Welwyn Garden City na Inglaterra e tendo como integrantes, Charlotte Cooper no baixo e vocais, Billy Lun nas guitarras e vocal e Josh Morgan na bateria. No mesmo ano, a banda apareceu no seriado teen “The OC” do canal norte americano FOX. Pelas características informadas até agora, o que se imagina é uma bandinha descartável que foi alçada meio que programada para o sucesso, correto? É mais ou menos por aí, o que não quer dizer que isso seja ruim. O primeiro disco do The Subways é como aquela terça feira em que você está indo para casa, cansado do trabalho, entra em uma conveniência, pede uma cerveja para matar a sede, bebe rápido, amassa a lata e joga no lixo, continuando o seu caminho para casa, sem maiores problemas ou revelações. “Young For Eternity”, lançado em 2006 é assim, para ser usado rápido, sem pretensão alguma e depois ser colocado em algum lugar do seu computador junto com outras bandas, mas que enquanto estiver sendo usado vai gerar um pequeno prazer ao ouvinte. No mais, pode-se destacar da mistura de britpop com punk, boas canções para colocar naquela coletânea para escutar no dia a dia, como a já citada “Oh Yeah”, a excelente “Rock & Roll Queen” e mezzo Nirvana “City Pavement”. Nada mais do que isso, mas por isso mesmo bem bacana. Quem disse que o descartável também não traz alegrias? Visite o site da banda: http://www.thesubways.net/

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Cidadão Quem no Theatro São Pedro - Cidadão Quem - 2005

Em meados de 2000, um amigo meu chegou e perguntou se eu conhecia uma banda gaúcha chamada Cidadão Quem, a qual ele tinha vista no programa do Jô Soares e tinha gostado bastante. Afirmei que não conhecia e ele pediu que eu encomendasse para ele o disco “Soma”, que eles estavam lançando na época. Foi o que fiz. E durante os três, quatro meses depois que o álbum chegou foi ficando no meu cd player, ficando e ficando que nem repassei a esse amigo. Nunca mais tinha ouvido falar da banda. Eis que do nada me deparo com um disco intitulado “Cidadão Quem no Theatro São Pedro”, projeto acústico lançado no inicio do 2005. Os irmãos Duca e Luciano Leindecker, mudaram a formação e juntaram uma equipe competente para essa nova empreitada. Contando com as participações de Eduardo Bisogno no piano (Tom Bloch e Video Hits), Claudio Mattos na bateria (Garotos da Rua) e Fernando Peters na Guitarra (Magic Slim). O projeto que também conta com DVD (que estou bastante tentado a comprar) traz músicas desde o primeiro disco da banda de 1993, como “A La Recherce”, ótimas canções do álbum “Soma”, como “Bossa” (simplesmente linda com a participação de Mônica Tomasi), “Dia Especial” e “Um Dia”, uma canção nova chamada “Música Inédita” e a participação de Humberto Gessinger na cover de “Terra de Gigantes” O Cidadão Quem é o tipo da banda que pratica o pop perfeito, ou seja, arranjos simples, letras casuais, esquema estrofe-refrão-estrofe-refrão-solo-refrão, cantados e tocados de maneira que se não chega a ser virtuose é extremamente competente. A platéia ajuda, cantando junto, fazendo o disquinho ser bem prazeroso de ser ouvido. Mais sobre a banda em http://www.cidadãoquem.com.br . Vai lá e tente não se emocionar em canções como “Pinhal”.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

"Kind of Blue" - Miles Davis - 1959

Para começar o ano, dando uma renovada geral e acalmando a alma nesse dia primeiro, nada melhor do que um clássico daqueles de mão cheia. “Kind Of Blue”, lançado em 1959 pelo trompetista Miles Davis, continua insuperável mesmo depois de tanto tempo. Miles já era um gênio do jazz em 1959, tendo começado sua carreira no bebop, e sendo fundador do estilo denominado como “cool jazz”. Com um quinteto de feras formado por Cannonball Aderley no Sax Alto, John Coltrane no Sax Tenor, Paul Chambers no Baixo, James Cobb na bateria e Bill Evans no piano (com exceção de Freddie Freloader", tocado por Wyn Kelly), Miles reinventou sua música. “Kind Of Blue” talvez tenha sido o primeiro disco da história a ser gravado todo no improviso, sem ensaios ou coisa do tipo. Momentos antes das sessões de gravação, Miles aparecia com o esboço e a estrutura inicial dos temas que iam ser desenvolvidos. Inacreditável como tudo parece ter sido ensaiado a exaustão, pois os temas se subdividem e caem um sobre o outro gerando uma camada de rara beleza sonora. Em conjunto ou nos solos, cada músico toca como se tivesse uma mão divina sobre eles. Música de encher a alma, de iluminar o coração. Totalmente indicado para iniciar ou terminar um dia, e para celebrar sempre o talento de tantos craques que ao comando de um mestre do jazz produziram um obra prima que durará gerações e gerações. Viaje tranquilo com canções eternas como "So What" e "All Blues".

domingo, 31 de dezembro de 2006

"Mais um ano que se passa..."

“Todo ano passa assim, sem mais nem porquê, sem dizer ao certo o que quer de mim...”. Lembrando essa velha canção, tento começar a fazer uma retrospectiva do que foi esse ano, jogando fatos e descartando atos na minha memória, procuro estabelecer parâmetros e comparações. Esse ano foi um ano de consolidação. Um ano para fincar os pés de vez na responsabilidade, visualizando melhor o meu lugar dentro dessa grande esfera azul. Percebi que na verdade não tinha vivido nada ainda, apesar de achar que tinha vivido bastante. Não sabia nem uma décima parte do que julgava saber. Não aprendemos muita coisa nas vitórias, porque fechamos os olhos e acabamos não ligando muito, é na derrota que percebemos o quanto insignificante somos no meio dessa constante roda que não para de girar. É na derrota que crescemos de verdade, que sentimos que precisamos ser melhores a cada dia que passa. Pessoas melhores. Que 2007 venha primeiro repleto de paz e que possa realizar tudo que ensaiei fazer em 2006, mas acabei não concluindo. Que 2007 seja um ano de uma quase redenção que se faz necessária.
Que 2007 seja o ano para andar tranqüilo, sem grandes complicações e com alguma alegria no caminho.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

"Chegou o natal..."

Natal...época de paz e família, época de se lembrar da fé seja em quem for, época de confraternizar e pensar em tudo que a vida vem trazendo, que a vida vem sendo para cada um de nós.
Paz Sempre!!

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

"Papai Noel Chegou" - Volume 01

O Natal vem chegando, se aproximando, canções natalinas tradicionais espocam em programas de rádio, especiais de TV, shoppings center, sites de venda, elevadores comercias e na casa daquele seu vizinho que todo ano coloca em último volume aquele disco chatíssimo da Simone. Mas nesse natal, o bom velhinho lhe dá a grande chance de dar esse troco e curtir de maneira diferente o clima natalino que está no ar, ou seja, seus problemas acabaram. O Site Urbanaque disponibiliza em seu site uma coletânea virtual, intitulada "Papai Noel Chegou - Volume 01", com 20 minutos e seis músicas para divertir sua alma nesse fim de ano. Disponível para download, com direito a capinha, encarte e release para você presentear quem bem entender. Entre rápido no endereço descrito aqui e baixe o seu: http://www.urbanaque.com.br/conteudo_natal2006.asp . Tem os Los Pirata detonando o clássico “Boas Festas” que virou “Buenas Fiestas”, os Rockassetes mandando ver na cover de “Merry Christmas” do Ramones, Jhonny Suxxx n´The Fucking Boys instigando para aumentar o volume em “Punk Rock Xmas”, os Ecos Falsos gritando e perguntando “Quem Matou o Papai Noel?". O Banzé faz bonito na singela e bela “Tão Bom Que Foi o Natal” e Sebastião Estiva detona com muito nonsense o lado comercial do natal dos nossos dias. Vale muito a pena. Baixa lá. É de grátis!!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

"Last Splash" - The Breeders - 1993

Em 1993, Kim Deal desembarcava com o segundo disco da sua banda The Breeders (o primeiro “Pod” é de 1990) nas lojas. O Pixies já havia acabado e “Last Splash” expunha grande parte da fórmula que consagrou a banda, devido em grande parte ao talento de Mrs. Deal. Junto com sua irmã Kelley Deal nas guitarras, Josephine Wiggs no baixo e Jim MacPherson na bateria, Kim Deal assumiu as guitarras e os vocais durante as 15 canções do álbum. “Last Splash” é daqueles discos que descem saborosamente, sem pular uma faixa e deixando a tecla do “repeat” ligado. A linha de baixo de “Cannonbal”, até hoje causa arrepios, pelo seu ritmo e precisão. “Cannonbal” por sinal, foi o hit do disco e dentro das minhas listas pessoais, constava em quase todas as minhas seleções dessa época. Ainda tinha “Divine Hammer”, “Saints”, a nonsense “No Aloha”, a bela e cínica “Dou You Love Me Now?”, além da sessentista “Drivin´on 9”. Com o fim do Pixies, Deal mostrava fôlego para seguir em frente, longe da sombra de sua antiga banda. Nessas épocas em que o revival sobre o Pixies (merecido, diga-se de passagem) está por aí e a banda voltou com força total, inclusive planejando álbum novo para o ano que vem, é bem agradável escutar novamente “Last Splash”.