segunda-feira, 29 de maio de 2006

X-Men III - O Confronto Final

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Foram meses de uma espera difícil, onde os fãs se depararam com brigas entre elenco, trocas no comando do filme, fofocas de todo o lado, mas “X-Men III - o Confronto Final”, o provavelmente último filme da série estreou nesta sexta última, com uma bilheteria imensa e com a grande virtude de provocar um sorriso daqueles de ponta a ponta para todos que o assistem. “X-Men III” sofreu pelo chiliques de seu elenco, como Halle Berry (a Tempestade) que queria uma participação maior da sua personagem, Hugh Jackman (o Wolverine, mais uma vez o grande nome da produção) que ameaçou abandonar o navio e principalmente a saída do diretor Bryan Singer que conseguira montar tão bem os dois primeiros longas, para o ingresso de Brett Ratner e todo cetiscimo atrás do seu nome. Mas, como numa virada incrível, tudo se converteu para aquele que é o melhor filme da série. O diretor soube manter basicamente a mesma estrutura dos anteriores, com os três lados e suas divagações (os X-men, a turma de Magneto e os humanos) e a difícil relação entre os seus desejos. Mostra-se também no longa a criação da Irmandade de Magneto, o surgimento da Fênix e outros personagens como o Fera, Anjo e Fanático, além da participação maior de outros como Kitty e Colussus. Evidente que quem espera que tudo seja igual aos quadrinhos (confesso que eu estou nessa) nunca vai ficar satisfeito. Desde o primeiro filme algumas amarras foram cortadas, o que é necessário para que pudesse ser realizado. Os X-men são diferentes de grande parte dos outros heróis, visto que é mais fácil fazer um filme do Homem Aranha e escolher um vilão, do que abarcar um universo de 15 a 20 personagens, sendo todos importantes e queridos. Esquecendo isso, “X-Men III” é ação e satisfação do inicio ao fim. Passados alguns anos após o segundo episódio, onde o governo se torna mais tolerante com os mutantes, há o anúncio de uma “cura” para os mesmos, opondo grande lados e grandes discussões. Será que ser diferente é uma doença? Ou pensar de outro modo é ilegal? Como tratar com o preconceito? Questões como essa são abordadas de forma veemente. Feito o anúncio, Magneto (mais uma vez Ian Mckellen perfeito no papel) começa a montar sua irmandade, convencendo diversos mutantes a se unirem a ele nessa guerra contra a “cura” e por conseguinte contra a própria humanidade. No meio de tudo isso, Jean Grey ressurge das águas com sua outra identidade, o ser universal com poder de um verdadeiro Deus de nome Fênix, provocando um imenso alarde e colocando todos em perigo. Dessa forma não resta nada aos X-Men senão lutar. E que luta. Cenas memoráveis de Fera, Colossus, Magneto, Tempestade e Wolverine que com certeza deixam os fãs de boca aberta. Cenas como a que Vampira debanda do grupo ou a briga entre Homem de Gelo e Pyro já nasceram clássicas. Além de muitas outras que não dá para contar. Os X-men sempre foram diferentes pela sua diversidade, pela inconstância de seus temperamentos e acima de tudo por mostrar que sempre atrás daquela escola, daquelas lutas, existiam pessoas normais, com anseios normais, com paixões, desilusões e medo. Essa característica básica foi preservada em todos os filmes e culmina nesse último de forma sábia. Nada está certo para que continue, mas todos ficamos na expectativa de ver na grande tela, parte das histórias que tanto encantaram fãs ao redor do mundo como o “Massacre de Mutantes”, por exemplo ou a caracterização de vilões como o Sinistro e personagens como Gambit e Banshee, entre tantos outros. No entanto se tudo acabar por aqui, pode ter certeza que valeu. Valeu mesmo.

domingo, 21 de maio de 2006

O Código da Vinci

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Com todo o alarde que já era esperado, com a bilheteria desejada pelos produtores e acima de tudo com a polêmica anunciada estreou neste fim de semana último nos cinemas do país “O Código da Vinci”, adaptação cinematográfica para o best seller do escritor americano Dan Brown, dirigida pelo diretor Ron Howard (do oscarizado “Uma mente brilhante”) e com Tom Hanks no papel principal. Em seu quarto livro, Dan Brown utilizou mais uma vez seu personagem Robert Langdon (que já constava em “Anjos e Demônios”), um professor de simbologia de Harvard (cátedra que não existe na realidade) para criar uma trama rica em suspense e tensão tendo como pano de fundo monumentos históricos, comunidades secretas, traições e uma verdade escondida através dos tempos, ou seja, o romance de Jesus com Maria Madalena, seu filho e a manutenção de sua descendência até os dias de hoje. Com isso Dan Brown arrumou uma verdadeira guerra com a igreja e aqueles que se julgam donos da moral e dos bons costumes no que tange a suas argumentações a respeito de Jesus Cristo (nada muito novo, diga-se de passagem), assim como aos historiadores em geral que reclamavam da não autenticidade da maioria das informações constantes no livro. O que foi esquecido é que as informações estão contidas em um livro de ficção, onde temos uma história que serve de suporte para o desenvolvimento de uma trama que horas se aproxima da realidade e horas se afasta dela. O direito de expressão ainda é plenamente aceitável no mundo atual (e espero que seja assim por muito tempo). Toda essa “guerra” lembrou a inquisição (guardadas as devidas proporções) e a queima de diversas obras importantíssimas pela igreja (“onde se queimam livros, se queimam pessoas”). È apenas ficção e assim deve ser entendida em primeiro plano. Evidente que depois de tudo isso Hollywood não ficaria atrás e partiu para a transposição do livro para a grande tela, o que rendeu novas brigas e continua rendendo. Dito isso vamos ao filme. Para grande decepção daqueles que gostaram do livro, o filme é apenas razoável. Até a metade o ritmo proposto e as revelações que vão surgindo na tela dão uma boa concepção a trama que no entanto vai se perdendo com o decorrer do longa e o seu fechamento. As atuações da dupla principal de personagens vivida por Tom Hanks e pela francesa Audrey Tatou (que vive a criptóloga Sophie Neveu) está bem simples, sem brilho algum e com pouco destaque individual. Tal destaque fica por conta das interpretações de Paul Bettany, impecável como o albino Silas e Ian McKellen como Sir Leigh Teabing, soberbo do começo ao fim. Como cinema “O Código da Vinci” não agrada muito, pois carece de um melhor desenvolvimento do roteiro, uma vez que quem não leu o livro provavelmente irá se enrolar com os fatos, assim como partes interessantes ficaram de fora e alguns personagens tiveram algumas mudanças leves. Como fenômeno pop, o filme renderá milhões para os bolsos de todos os envolvidos, provocará discussões (algumas bem interessantes, por sinal) e merece ser visto nem que seja para dizer “Eu vi também” e tirar suas próprias conclusões.

sábado, 13 de maio de 2006

"Palestina - Uma nação ocupada"

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Jornalismo é coisa séria, coisa muito séria, individualizado por mídias adultas e responsáveis, ok? Ok. Mas o americano Joe Sacco provou em 1994, que jornalismo também pode ser feito de forma séria em mídias alternativas como os quadrinhos. Joe Sacco já tinha aparecido anteriormente em “O Derrotista” que reunia histórias suas do tempo em que mantinha a revista Yahoo, já com indícios daquilo que virou sua marca registrada, que é o ingresso de fatos e histórias reais retratados através de suas experiências e de seus quadros. Lançado em sua terceira edição pela Conrad em 2004, “Palestina- Uma nação ocupada” é a obra prima do autor. Joe viajou para Israel e passou uns meses a fim de entender uma guerra que dura centenas de anos e que parece nunca vai chegar ao fim. No seu livro, vencedor de vários prêmios o autor exprime através dos seus quadrinhos toda a tensão entre palestinos e israelenses, mostrando principalmente o lado dos árabes que aos olhos do mundo parecem usurpadores da “terra santa”, mas que na verdade são tão donos dela quanto qualquer parte integrante do conflito. É possível entender através dos quadrinhos de Sacco um lado que não vemos nas tvs ou jornais, a complexidade de uma historia que ao mesmo tempo em que é tão distante se mostra bastante simples olhando pelo lado dos povos poderem coexistir, eliminando assim toda a intolerância que persiste. Uma obra prima que sem dúvida elevou a nona arte a um patamar um pouco diferente do usual. Brilhante.

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Flores Partidas

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Meses atrás no MSN, uma amiga me chama: - Tens que assistir a “Flores Partidas”, urgente!! - Pois é, ouvi falar é com o Bill Murray né? - Isso, corre que ainda dá, gostei muito.. - Ok, vou ver sim, bem recomendado assim... O tempo passou e eu não vi. Ontem revirando pela locadora vi o DVD e evidente loquei com até certa empolgação não posso negar. Não gostei do que vi, pretensioso demais, com qualidade de menos. Algumas idéias ate são cínicas e engraçadas, mas se perdem no meio das repetições e até mesmo em alguns momentos de igualdade com outros longas. A sensação de já vi isso antes é meio recorrente. Primeiro porque Bill Murray faz o papel que o tirou da lama nos últimos tempos e que vez ou outra repete. Seu personagem (Don Johnston, uma das boas tiradas do filme) vive no mesmo mar de inércia que algumas de suas últimas atuações. Também peca contra o filme cenas a lá “Confissões de Schmidt” (como a que ele está no sofá sozinho e se deita) e as cenas de road-movie que tem uma grande sensação de “já vi isso antes”. No filme, o cinquentão Don é deixado pela sua namorada Sherry (a sempre bela Julie Delpy) e logo em seguida recebe a noticia de que um filho de uma ex-namorada sua está à procura do pai, ou seja, ele. Sem ligar muito, mas convencido pelo seu vizinho metido a detetive ele embarca numa busca que nem ele sabe ao certo qual seja. Nessa sua busca serpenteada em meio a surpresas, inaptidão, socos e muita cor de rosa pelo caminho, o longa se desenrola na boa direção de Jim Jarmusch (ídolo do cinema independente americano). Mas na verdade não convence no todo, fica sempre parecendo que falta alguma coisa apesar de saber que a intenção do diretor é justamente essa, mostrar a procura por algo que não sabemos, as rotinas da vida e por ai vai, mas esse tema já foi bem melhor explorado anteriormente, com bem mais maestria. No mais, conversando com a mesma amiga, começo com a seguinte frase: - Não gostei de “Flores Partidas”. E lógico tive que explicar o porquê....

terça-feira, 9 de maio de 2006

Marcas da Violência

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“Marcas da Violência” é o último filme de David Cronenberg (“Gêmeos” – Mórbida Semelhança e “Spider”, entre outros) baseado na Graphic Novel de John Wagner e Vince Locke, traz no elenco Viggo Mortensen, William Hurt e Ed Harris. O filme recebeu boas criticas e agora chega em DVD. Na pequena cidade de Millbrok no estado de Indiana nos USA, a vida segue normalmente sem maiores problemas para Tom Stall (Mortensen), esposa e filhos. Aquela vida cotidiana que se convencionou a chamar cinicamente de “American Dream”. Tudo corre mais ou menos na tranqüilidade e possibilidades de uma cidade pequena. Eis que um belo dia surge no restaurante de Stall, uma dupla de criminosos que ameaçam a vida de seus empregados e clientes. De súbito o pacato dono do restaurante se transforma e mata os dois assaltantes. No dia seguinte em todas as emissoras de tv, Stall é colocado como um herói americano, o que desperta a atenção de pessoas nada agradáveis que saem ao seu encalço. Os pontos positivos do filme além da direção coesa de Cronenberg, é o fato de como o passado pode mexer com sua vida e até que ponto somos capazes de superar coisas que não vivemos para poder seguir em frente, apesar de tudo. Do lado negativo, o filme é muito curto e o final se desenvolve sem a dinâmica necessária, apesar de ser bem formulado. No conta corrente de erros e acertos, vale a pena ver.

domingo, 2 de abril de 2006

Uma Vida Iluminada

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“Uma Vida Iluminada” é o primeiro filme do diretor Liev Schreiber e o tão falado filme “independente” que Elijah Wood queria tanto fazer. Depois de brigar contra as maiores forças do universo em Senhor dos Anéis, ser um assassino do universo da Sin City de Frank Miller, o ator vive um papel completamente diferente nesse filme. Elijah representa Jonathan, um jovem judeu americano, com mania de colecionar coisas, que decide depois da morte do seu avô, ir até a Ucrânia em busca da mulher que salvou a vida dele na 2ª Guerra Mundial. Quando chega no país, contrata os serviços para sua busca de Alex Perchov (um grande trabalho do ator Eugene Hutz), um precário tradutor que mais atrapalha do que ajuda, e pelo avô de Alex, um motorista mal-humorado que anda sempre acompanhado de seu lerdo e desobediente cachorro, batizado de Sammy Davis Jr Jr. Durante sua jornada o quarteto descobre segredos sobre a ocupação nazista e a cumplicidade do governo ucraniano da época, assim como redescobre seu passado, analisa a vida com outros olhos e assume compromissos indeterminados com o futuro. No meio de tragédias e muito bom humor, o estreante diretor consegue focalizar bem o filme nas mãos da grande dupla de personagens. Com seu novo trabalho, Elijah vai a busca de um outro caminho, o da sua afirmação como ator e começa esse processo com pé direito neste bom filme. Repleto de cores, bela fotografia e panos de fundo bem interessantes, constitue-se um trabalho bem legal de ser assistido. Ah...mesmo assim ainda aparece um anel, ou no caso uma aliança, na vida do nosso ex-heroi Frodo no decorrer do filme.

domingo, 26 de março de 2006

Match Point - Woody Allen

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“Match Point” (Ponto Final) o novo filme de Woody Allen é como todos vem falando o mais diferente do diretor nos últimos anos. Isso é bom ou ruim? Por um lado há acertos, mas também há muitos deslizes nessa nova trama do mestre do cotidiano, do dia a dia. O diretor dessa vez saiu de cena, dando lugar ao competente Jonathan Rhys-Meyers e a bela e sexy (e não menos competente) Scarlett Johansson, como atores principais. Em vez da amada Nova York entrou a neblina de Londres, onde Allen coloca seu olhar sarcástico e americano expondo de maneira inteligente as peculiaridades da cidade. Deixando um pouco de lado suas comédias de costumes, o diretor cria um suspense situado dentro da aristocracia britânica, explorando bem suas idiossincrasias e fragilidades dentro da sua suposta auto-identificação. No filme, Jonathan (Chris Wilton),é um tenista irlandês fracassado que dando aula em um clube da alta sociedade acaba se envolvendo com Chole (Emily Mortimer), irmã de um aluno milionário Tom Heweet (Matthew Goode). Em uma festa na casa de Heweet, Chris fica fascinado de desejo pela bela Nola (Scarlett) que descobre ser noiva do dono da casa. Allen começa a explorar um de seus caminhos prediletos que é o campo dos amores proibidos nesse momento. Contando com atuações seguras do elenco, piadas cortantes e a criação de um clima de suspense, Allen faz um universo bem diferente do acostumado culminando em seus finais quase ou diferentemente felizes. A critica em geral gostou muito do filme, e realmente as atuações, a direção, e esse digamos novo passo inesperado do diretor são de se vangloriar. Infelizmente a história é fraca. Quando trata dos relacionamentos, da “luta de classes”, os acertos são costumeiros, mas quando vai para o lado do suspense, da resolução e definição do filme, o deslize é feio, não há nada demais, as questões viram banais e as respostas aparecem na tela. Vale a pena assistir, pois o filme é bom, mas muito longe de ser tudo isso que a critica “especializada” vem falando. Da para ver a atuação estonteante da Scarlett Johansson, assim como se deliciar com as questões levantadas por Allen. Mas no final das contas, é como se os Ramones gravassem um disco de Blues.

quarta-feira, 22 de março de 2006

Crise de Identidade

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Lançada nos USA na temporada 2004/2005, a série “Crise de Identidade”, desembarcou aqui em 2005 tendo sido dividida em 7 partes que acabaram neste mês último. Com o intuito de comemorar os 70 anos do Universo DC a história chegou em patamares de importância próximos do clássico “Crise nas Infinitas Terras”, mesmo abrangendo no seu aspecto macro, assuntos completamente dispares. Para tanto, foi convocado o escritor Brad Meltzer para desenvolver o roteiro, ficando os desenhos a cargo de Rags Morales e a arte final com Michael Bair. A intenção era dar uma mexida no mundo DC e nos seus principais heróis, mostrando a fragilidade de todos perante a sua própria vida e suas identidades, preparando a casa para o que parece ser o grande evento DC dos últimos tempos, “Crise Infinita”. O roteiro produzido por Brad Meltzer foi simplesmente fantástico, envolvendo suspense e revelações, quase sem gafes ao universo DC e privilegiando a ordem cronológica dos fatos, culminando nos ótimos desenhos que transportaram uma realidade muito grande ao material. Sempre que o roteiro atende a esses requisitos, o caminho da qualidade se abre com maior facilidade. A historia começa com a morte de uma conhecida personagem (Sue Dibny, mulher de Ralph Dibny, vulgo Homem Elástico) e seu enterro. Para descobrirem o assassino vários heróis se reúnem e vão atrás de possíveis suspeitos. Enquanto isso, Arqueiro Verde, Canário Negro, Gavião, Zathana, Elektron e o próprio Homem Elástico se reúnem e relembram uma historia de muito tempo atrás, que não honra a ninguém, mas que precisa ser conversada. Dentro desse contexto e da busca do assassino, monta-se dentro da Liga da Justiça um universo onde mentiras, traições e medo, estão presentes constantemente, fluindo entre os principais baluartes da liga. Na verdade a busca pelo assassino se mostra no decorrer da trama uma questão secundária, o fato principal a ser atacado é a fragilidade dos heróis no meio de um mundo repleto de informação, em que tem que preservar suas identidades, não por eles, mas para preservar suas famílias. Com várias reviravoltas e inúmeras revelações, “Crise de Identidade” acabou deixando todos os leitores de boca aberta que com certeza nunca mais verão seus heróis como Super-Homem e Batman entre tantos outros, com os mesmos olhos. A mudança não é para dentro da série, mas em tudo que acontecerá depois dela. Classe A.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

"Mas chegou o carnaval...."

Sinceramente queria escrever algo sobre o carnaval que vem chegando, mas to sem tempo mesmo, trabalho e muito ultimamente. Ainda bem. Só espero que esse seja melhor do que o que passou, onde "Carnaval, desengano..." foi o tema.
Aqui vai minha listinha nada correta e extremamente pessoal para os dias de carnaval em casa, na rua, na chuva, ou num barzinho de sapê:
1 - Electro Cidade - Astronautas (porque os caras vão tocar por aqui)
2 - Let It Bed - Arnaldo Baptista (pra relaxar e viajar)
3 - A Bigger Band - Rolling Stones (precisa falar?)
4 - O Clube Quente dos Sapatos Bicolores - Sapatos Bicolores (Porque é foda!)
5 - Muito ska - The Toasters, The Specials, meu disquinho dos anos 60 (suinga!)
6 - Orquestra Klaxon - Max de Castro (suinga de novo!)
7 - Tudo Isso - Cabeça (roquenrou..........)
8 - The Best Of - Buddy Guy ( pra tocar aquela guitarra imaginária as 4 da manhã)
9 - First Impressions of Heart - The Strokes (tem que ter uma bandinha descolada para agradar os indies de plantão, fazer o quê?)
10 - Um cd pirata mal gravado de marchinhas de carnaval para tocar amanhecendo com todo mundo dançando sem ter a mínima ideia do que fazer
Sendo só...Té mais!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

O Caçador de Pipas - Khaled Hosseini

Existem histórias atemporais, aquelas que marcam definitivamente nossa memória, resultando em um clássico no decorrer dos tempos. Acredito que esse era o objetivo do afegão Khaled Hosseini ao escrever seu primeiro romance “O Caçador de Pipas”, lançado por aqui ano passado pela editora Nova Fronteira. O livro já vendeu mais de 2 milhões de exemplares no mundo todo, recebeu críticas positivas diversas, foi traduzido para 29 países, se tornando um best-seller. Se o autor conseguiu o que queria? Não, não conseguiu, mas escreveu uma história simples, bela, dramática, cometendo uma obra boa, que vale a pena ser lida. Khaled Hosseini conta a história de Amir e Hassan, dois meninos completamente diferentes de raça, religião, etnia, estudos, mas unidos por um laço muito mais forte que podiam imaginar, abrigando uma amizade sem limites, mas dentro da linha tênue que pode estragar tudo. Ambientado no Afeganistão, começando na monarquia dos anos 70, passando pela invasão russa dos anos 80 e pelo regime talibã que destrocou o país, culminando nos atentados americanos pós 11 de setembro, o livro serve como uma grande aula de história, nos fazendo ver por um prisma diferente a relação ocidente e oriente, a importância do petróleo na cultura moderna, a fragilidade da política mundial via ONU e principalmente meio sucumbido a tudo, o balé desastroso que os USA vem dançando no decorrer dos tempos com sua política externa. Em cima desse pano de fundo, o autor conta histórias de amor incondicional, de traições, de orgulho e honra, amizade e principalmente a busca eterna pela paz interior, pela redenção. Com várias alterações na trama, apesar de muitas delas serem plenamente perceptíveis, o que perde um pouco o charme, constrói-se um universo diferente do que estamos acostumados a ver na TV, com sua narrativa simples e até por determinadas vezes descritiva demais, mostra-se que mesmo atrás de todo o terror, ainda existem seres humanos, existe bondade, existe uma vida. Apesar de algumas falhas na trama ou a simples exaltação que as vezes o autor eleva os USA, aliado com uma total indiferença pela realidade (não sei se própria ao personagem ou uma extensão do autor), “O Caçador de Pipas” é uma obra cheia de belas passagens dramáticas, entre pai e filho, amizade e a atual situação do mundo, com suas guerras sempre meio sentido. Um bom livro que como já disse merece ser lido, apesar de não ter alcançado a pretensão que seu autor queria.