sábado, 7 de maio de 2016

Quadrinhos: “Excalibur” e “Víuva Negra - A Mais Delicada Trama”


O trabalho do artista e roteirista Chris Claremont com os X-Men, redefiniu o grupo, alongou seus tentáculos e transformou a série em um sucesso estrondoso para a Marvel. Esse ícone da nona arte tentou outra ousada ideia com a habitual mão centralizadora por qual é conhecido criar outro desses braços dos X-Men em 1987. Junto com o artista Alan Davis responsável por uma fase esplendorosa do Capitão Britânia ao lado do gênio Alan Moore, Claremont criou uma nova equipe em um mundo que pensava que os mutantes do Professor Xavier estavam mortos. A equipe reunia além do já citado Capitão, a namorada transmorfa Meggan, Rachel Summers e os sobreviventes Noturno e Kitty Pride. Esse início foi publicado no Brasil em meados do ano passado pela Panini Comics em um encadernado com capa cartonada de 180 páginas reunindo as edições originais “Excalibur” de 1 a 5, além de “Excalibur Special Edition: The Sword is Drawn” lançadas entre março de 1987 e fevereiro de 1989. A trama começa com as óbvias diferenças e ajustes de um grupo que está se formando, com brigas, desavenças e até mesmo um triângulo amoroso. No entanto, a partir do momento em que percebem sua importância as coisas começam a fluir no combate a situações rotineiras e vilões malucos. Uma das grandes sacadas do autor na época foi usar todo o arcabouço de ideias produzidas antes por Alan Moore em Capitão Britânia. O tom amalucado, com algum humor e situações bem surreais dão o tom, apoiadas na sobriedade dos desenhos de Davis. Contudo, mesmo se reconhecendo alguns méritos e com a nostalgia envolvida, “Excalibur” é uma história que envelheceu mal e hoje cansa mais do que diverte, tanto pelas assertivas que expõe quanto pelos caminhos que explora. Vale para conhecer o trabalho, porém hoje, não vai muito além do que isso.

Nota: 5.0


Natasha Romanova sempre deixou o passado coberto com os véus mais pesados. Sua primeira aparição nos quadrinhos foi em 1964. Espiã russa, craque em dissimulação, armamentos e combate corpo-a-corpo, utilizava também da beleza também para conseguir objetivos. Começando como vilã, acabou por se tornar heroína (com vários senões, é verdade) e entrou para Os Vingadores. No cinema representada pela bela Scarlett Johansson, essa aura de mistério e as características citadas acima permaneceram e forjaram a personagem a um sucesso maior, levando a Marvel (em mais uma das suas repaginadas) dar nova atenção para a perigosa ruiva. O início disso a Panini Comics lançou por aqui no começo do ano no encadernado “Víuva Negra – A Mais Delicada Trama”, reunindo as edições “Black Widow” de 1 a 6 e o especial “All New Marvel Now! Point One 1”, publicados entre março e junho de 2014 nos EUA. Com roteiro de Nathan Edmondson (The Activity) as 148 páginas apresentam uma protagonista em busca de alguma redenção, por mais complicado que isso seja. Se redimir dos pecados do passado nem sempre é tarefa fácil e a Víuva Negra aprende isso. Em conjunto se vê também no meio de uma complexa trama trabalhando com a S.H.I.E.L.D, na qual suas habilidades, mesmo bem interessantes, podem não ser suficientes. Os desenhos de Phil Noto (Star Wars) são funcionais e o uso que ele dá as linhas rabiscadas e ao uso das cores, faz com que essa nova fase também tenha méritos visuais. Ao colocar a Víuva Negra fazendo o trabalho de espionagem que está acostumada a fazer, sem esquecer de explorar um pouco a sensualidade e, principalmente, não inventando fatos absurdos para o passado dela, deixando o mesmo ainda repleto de questões a serem levantadas, Nathan Edmondson acerta a mão e apresenta uma boa fase para a antiga espiã russa.

Nota: 7.0



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