sábado, 24 de setembro de 2011

"Conan, o Bárbaro" - 2011

Não chega a completar 10 minutos de “Conan” e a vontade de sair da sala é grande. Logo no comecinho já se engatam diversos clichês dos filmes de ação como profecias, morte de um ente querido e o nascimento daquele ser predestinado a mudar as coisas. Tudo isso, claro, envolto em muito, mas muito sangue. No entanto, quando o remake de “Conan, o Bárbaro” de 1982 (aquele que catapultou Arnold Schwarzenegger para voos maiores) vai andando, essa vontade acaba quase se desfazendo, pois os clichês apesar de se amontoarem mais ainda, tomam um divertido rumo.

Divertido, pois a única maneira de encarar “Conan” com um mínimo de satisfação é se desfazer de todos os preceitos do que é o bom cinema como roteiro bem escrito, atuações consistentes e direção precisa para navegar solto e sem preconceitos pelas batalhas e cenas de ação que são propostas na tela. Com o uso do 3D só alavancando mais ainda a quantidade de sangue espalhada pelo chão, “Conan” diverte razoavelmente se for entendido como um filme B (ou C, se preferir) com orçamento gigantesco (alcançou a casa dos 85 milhões de dólares).

O diretor Marcus Nispel foi o escolhido para o remake, com a experiência de quem em outros momentos realizou o mesmo trabalho para “O Massacre da Serra Elétrica” de 2003 e “Sexta Feira 13” de 2009. Para o papel do bárbaro cimério que arrebenta tudo e todos a opção feita foi por Jason Momoa, o selvagem Khal Drogo da série “Guerra dos Tronos”. Outros nomes foram adicionados como Ron “Hellboy” Perlman como o pai de Conan, Stephen Lang como o vilão Khalar Zym e Rose McGowan como a feiticeira Marique, uma devota de Edward Mãos-de-Tesoura.

A trama (ou pelo menos o que existe dela) é toda baseada na vingança de Conan. Ainda garoto e aprendendo as artimanhas de ser um guerreiro, ele assiste seu pai ser assassinado por Khalar Zym e a partir de então vai se esgueirando pelo mundo enquanto a chance de matar o assassino não chega. Quando essa oportunidade surge, também atravessa pela sua frente uma linda jovem que servirá de sacrifício para que poderes antigos do mal sejam libertados no mundo. Mesmo sem estar muito preocupado com isso especificamente, Conan luta para findar esses planos.

E é em meio a socos, chutes, pontapés e golpes de espada que “Conan” vai se espalhando por suas quase duas horas de duração. No fim, nem chega a ser tão ruim assim para quem gosta de filmes de ação, mas não passa nem um centímetro longe disso. Agradará ao público que gosta de pancadaria e cenas vibrantes de luta, como a ótima sequência que faz o desfecho do longa e somente isso. Mas também os produtores não deveriam almejar nada distante dessa assertiva, pois o que vale mesmo é recuperar o investimento e encher os bolsos com grana. Não é isso?

P.S: Se alguém quiser terminar um namoro, este é um ótimo filme para começar a pavimentar o caminho. Leve a namorada e faça o teste por sua conta e risco. 

Assista ao trailer:

2 comentários:

gilvas disse...

tá, eu não entendi: este conan, assim como os outros, é um filme de ação, e as pessoas sabem disso quando chegam ao cinema. porque esperariam algo diferente?

Adriano Mello Costa disse...

Sim, sim, sabe-se o que vai acontecer em um filme de ação. Mas um mínimo de roteiro, alguma atuação razoavel, uma direção que seja pelo menos percebida não faz mal algum. Bons exemplos recentes disso são "Capitão América" e "Padre", nada espetacular, mas que melhora o resultado final. "Conan" não. Passa bem longe disso. Abs.