terça-feira, 10 de agosto de 2010

"A Origem" - 2010

Quando sonhamos nossa mente se diverte criando mundos impossíveis de serem concebidos, une pessoas de vidas totalmente desconexas e nos mostra e revela desejos adormecidos, segredos profundos ou mesmo quimeras banais. Muitos tentam decifrar seus sonhos para aplicar na vida real ou mesmo para tentar a vida em jogos de azar. Em “A Origem” (“Inception”), Christopher Nolan cria o roteiro e dirige uma aventura fantástica que toma os sonhos como cerne.
O diretor habituado a obras em que brinca com a psique humana como “Amnésia” e “Insônia” ou até mesmo quando recria personagens clássicos como Batman e Coringa em “O Cavaleiro das Trevas”, invade novamente o assunto no novo filme. “A Origem” é difícil de classificar, pois é ficção científica, trama policial e drama pessoal na mesma intensidade, com direção de arte, efeitos especiais e montagem sacudindo mais ainda o telespectador perante o roteiro.
Usando um mundo onde é possível entrar na mente humana através de aparelhos durante o sono, Nolan apresenta Cobb, muito bem interpretado por um Leonardo DiCaprio cada vez mais ator. Cobb é expert em entrar nos sonhos de outras pessoas e retirar segredos íntimos que valem milhões de doláres no mundo da espionagem industrial. Ladrão de classe, tem um passado lhe atormentando a todo o momento, envolvendo a família e a impossibilidade de rever os filhos.
Quando uma tentativa de assalto fracassa no empresário Saito (Ken Watanabe), Cobb recebe deste uma chance única: um trabalho que permitirá seu retorno aos USA. O trabalho sugere que ao invés de extrair um segredo, é preciso plantar uma idéia na cabeça de Maurice Fisher (Cillian Murphy), fazendo assim que ele divida seu império de energia, o maior concorrente de Saito no planeta. Cobb aceita e recruta alguns amigos para o difícil serviço que terá que realizar.
O time comandado por Leonardo DiCaprio traz ótimos e surpreendentes nomes como Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page e Tom Hardy, que esbanjam aquela cumplicidade necessária para qualquer grupo de ladrões. O plano assim como uma boneca russa exibe várias camadas, um sonho dentro de outro e joga na tela além de idéias exuberantes, a complementação visual delas. Até a maneira que os sonhadores acordam é elegante, pois envolve uma canção de Edith Piaf.
Em “A Origem”, Christopher Nolan flutua nos sonhos com todos os absurdos que eles produzem. Como cria um mundo onde realidade e irreal se confundem remete diretamente a obras como Matrix, mas guarda a devida distância. Edgar Cayce, espécie de profeta norte americano do começo do século passado, disse que “Sonhos são as respostas de hoje às perguntas de amanhã”, Christopher Nolan pareceu acreditar nessa premissa para criar outro filme extraordinário.

2 comentários:

joao Michael disse...

curty muito o blog
demais mesmo!
assisti a origem e me surpreendeu realmente...
tmbm tenho um blog
se puder visitar visit
www.vimivi.blogspot.com/
valeu!

Adriano Mello Costa disse...

Valeu pelos elogios João :) Obrigado. Vou passar no seu blog, pode deixar. Abs.