sábado, 7 de março de 2009

"Easy Rider (Sem Destino)" - 1969

No decorrer dos anos o cinema teve o dom de retratar alguns momentos da história mundial de maneira brilhante. “Easy Rider” que aqui no Brasil ganhou a alcunha de “Sem Destino” é um destes momentos. Lançado em 1969, o filme é o retrato de uma geração e comporta como poucos o sentimento do final dos anos 60, como a busca pela liberdade e o envolvimento com sexo, drogas, política e contracultura de uma maneira geral.
Os primeiros minutos do longa são clássicos. A dupla Wiatt (Peter Fonda) e Billy (Dennis Hopper) compram cocaína de um grupo de mexicanos por um valor pequeno e depois revendem para um figurão americano por um preço bem maior. Com o dinheiro na mão, sobem na moto para cruzar o país, não sem antes Wiatt retirar o relógio do pulso e arremessá-lo fora. Tudo isso ao som de “The Pusher” e “Born To Be Wild” do Steppenwolf. Memorável.
Enquanto cruzam o país na direção de Nova Orleans em busca de se divertirem no Mardi Gras (um dos carnavais mais famosos do mundo), Wiatt e Billy são apresentados para um país que desmorona nos próprios alicerces em que foi construído, para uma sociedade que convive diariamente dentro da sua mesquinharia, sorvendo sua vida com ignorância, intolerância, racismo e medo do futuro que se apresenta.
Nessa sua jornada a dupla de personagens principais cruza com o advogado alcoólatra George Hanson, com uma interpretação de Jack Nicholson que rouba as atenções do filme. George se une a dupla em direção do Mardi Gras e é responsável por ótimos momentos como quando diz para os dois: “Eles não têm medo de vocês, mas do que vocês representam. Para eles, vocês representam a liberdade.”
Com uma direção tranqüila de Dennis Hopper, um cenário natural de roubar o fôlego, um grande time de atores e uma trilha sonora inesquecível, “Easy Rider” cativou toda uma geração e 40 anos depois do seu lançamento ainda consegue levar ao espectador toda a sua aura de magia. Filme obrigatório. Como diria a canção: “Like a true nature’s child/we were born/born to be wild/we can climb so high/i never want to die/born to be wild...”

2 comentários:

gramocharles disse...

Esse filme é um marco.
Simboliza tudo que há na liberdade e as questões daquela geração.

Passaram-se 40 anos e a trilha ainda é um petardo.

E eu nem sabia que Mardi Gras é uma festa. Achava que era o cemitério .... kkkkk

Valeus!!!

Adriano Mello Costa disse...

È verdade. È um marco mesmo. E quanto ao Mardi Gras, hoje perdeu um pouco do glamour, mas naquela epoca o negocio era porrada :)