quarta-feira, 14 de março de 2007

"Fear and Love" - Weeping Willows - 2007

A água da Suécia deve ter alguma coisa especial que inspira seus moradores a elaborar canções repletas de beleza, com melodias arrebatadoras e aquele clima de tristeza perambulando pelo ar, mas que na verdade não é uma tristeza propriamente dita e se ancora na melancolia. Dia desses falei do Loney, Dear e agora me deparo com “Fear and Love” da banda Weeping Willows lançado no mês passado.

“Fear and Love” não vai estar na lista dos melhores do ano, tenho quase certeza disso, no entanto proporcionará no seu decorrer instantes maravilhosos. Tipo de disco que quando você menos perceber vai servir de trilha sonora para alguns flashes da tua vida. E não para por aí não, algumas de suas canções passarão a entrar com freqüência nos teus cds e listas.

A banda é formada por Magnus Carlson (Vocais), Ola Nyström (Guitarra), Stefan Axelsen (Bass), Anders Hernestam (Bateria) e Niko Niko Röhlcke (Guitarras e Teclados), tendo já alguns bons anos de estrada e lançado alguns discos, uma vez que o relacionamento musical entre Magnus e Stefan remontam de 1994, quando ainda pensavam em fazer algo próximo do rockabilly.

Nesse seu novo trabalho as concepções abordadas são todas em temas semi acústicos, enaltecendo a bela voz de Magnus Carlson e mostrando uma roupagem mais anos 50 e 60 do que o habitual. Classe pura. Aliás, o vocalista é um caso todo especial no andamento do disco, guiando como uma maestria absoluta todas as faixas, tendo completo controle sobre tudo.

Todas as canções contidas nesse “Fear And Love” (que de antemão tem uma das melhores capas que vi esse ano) tem um brilho intenso, por mais que pareça apenas simples e antiquado. “Grains Of Sand” é uma baladona, com pianos e um andamento sixtie trazendo o vocalista como quase um crooner em frente a uma orquestra, dando até para imaginar um casal todo vestido a rigor na pista de dança, flutuando ao som da música.

“Shiver In The Morning Light”, “The Burden” e “A Man Out Of Me” são outros exemplos de uma semi perfeição que confesso até assusta. “Drifting Away” é de quebrar qualquer coração por mais que este esteja repleto de cimento, concreto e qualquer outra coisa que o tenha soterrado no decorrer dos anos. Docemente arrebatador.

Quando o disco acaba a sensação é de ter ficado perdido em algum lugar no tempo, absorto pelos pianos, violões e orquestrações que acabaram de ficar para trás deixando tua alma revigorada para novas batalhas. Nada de redenção gratuita, melodias complicadas e letras com pretensa poesia. Apenas canções. Suaves, ternas e bonitas canções.

O site da banda é bem bacana:
http://www.weepingwillows.nu e aqui dá para escutar algumas faixas: http://www.myspace.com/weepingwillowsfansite . Confira abaixo uma apresentação ao vivo de "Shiver In The Morning Light".

Um comentário:

jw disse...

essa banda eu preciso conhecer, mas concordo com a teoria sobre a água suéca;
só o Kent e o Eskobar já me fariam concordar! rs

abs